terça-feira, 20 de setembro de 2016

A Garota no Trem de Paula Hawkins

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   Oulá você aí do outro lado!! Hoje o post é uma resenha, finalmente! Chegando cada vez mais perto do lançamento do filme, aqui jaz o post sobre o livro! Eu também publiquei essa resenha no outro site que faço parte, o FITA K7, então corre lá conferir esse e mais um tanto de posts legais e imperdíveis!! Bora pra resenha. 


   Rachel acabou de perder tudo. Perdeu o emprego, o marido e a casa onde morava. Agora morando de favor na casa da amiga Cathy, ela vai até Londres todos os dias de manhã de trem procurar um novo trabalho. Sentada na janela, ela começa a imaginar vidas perfeitas para os moradores das casas ao lado dos trilhos do trem: tem o jovem casal super apaixonada que ela os chama de Jason e Jess e, claro, tem a antiga casa em que morava que agora é ocupada por seu ex-marido e a nova esposa. 

   Por ter perdido tudo muito rápido, e por uma desavença irreconciliável com Tom, seu ex-marido, Rachel encontrou conforto na bebida. E é através desse fato que a história se desenrola. Ela bebe muito; quando está feliz, triste, cabisbaixa ou desacreditada. Rachel às vezes chega a passar muito mal pelo tanto de álcool que ingere, tendo episódios de vomitar no meio da casa e não ter condições ou forças para limpar depois. E é também por causa da bebida que Rachel acaba envolvida em um crime. 

   Anna, a nova mulher de Tom, não gosta de Rachel. Por causa da bebida e vários episódios de perseguição, ela acredita que a ex-mulher do marido é extremamente tóxica e perigosa para sua família, ela faz de tudo para proteger sua filha, uma bebê chamada Evie. Anna também acredita que Rachel tem um papel crucial no crime que chocou a todos na região. 

    Rachel não se lembra de absolutamente nada do que aconteceu naquela noite, estava inteiramente sob os efeitos do álcool. Flashes inconstantes e duvidosos passam por sua cabeça, mas nada que possa ajudá-la a descobrir exatamente o que houve na noite que Jess, seu nome real é Megan Hipwell, desapareceu. Lutando contra o vício em bebidas, com a polícia suspeitando de todos seus movimentos, Rachel tenta com todas as forças lembrar se está, de fato, relacionada ao desaparecimento de Megan. 

                                                                         ~~~~~~

    A narrativa do livro é muito densa. Paula, intercalando a narrações entre três personagens, faz o leitor colocar diferente suspeitos no topo da lista. Em uma página ela faz você crer que tal personagem tinha todos os motivos para sumir com Megan, mas logo depois já apresenta outro que tem motivos a mais. O que é um ponto positivo, porque a história não se torna previsível e o final fica guardadinho esperando você chegar até ele. 

   Os personagens são complexos e bem construídos, todos possuem uma contradição perfeita para o leitor se simpatizar com eles. Temos Rachel, a alcoólica que perdeu tudo, que persegue a família do ex-marido, mas que mesmo assim se mostra uma pessoa de extremo caráter. Anna, a amante que se tornou esposa e tenta mais do que tudo manter a família a salvo, não importando se beira o exagero. Scott, o marido ingênuo e confiável de Megan recém-abalado, mas que se mostra totalmente inseguro e desequilibrado. Temos o terapeuta de Megan, de rosto bonito e confiável que se torna um dos principais suspeitos. Enfim, a autora soube muito bem contrabalancear as diversas personalidades de seus personagens, com o leitor toda hora se vendo no meio de algo muito maior que o desaparecimento. 

   Porém, de todo bom tem um lado ruim. "A Garota no Trem" possui um pouquinho do famoso complexo "Convergente" (Veronica Roth) de ser... Se quem leu a trilogia Divergente pegou essa referência, então sabe do que estou falando! Esse fato me decepcionou um pouco, mas nada que atrapalhou a leitura, diferente do outro, e é algo totalmente desnecessário e fora de lugar na narrativa. A leitura também demora um pouco a engrenar, a apresentação de todo o ambiente, dos personagens e afins se torna um pouco longa até que de fato cheguemos a todo o conflito da história. O livro em geral me agradou bastante, o final é algo de apertar o coração no peito porque você não sabe nem em um segundo o que vai acontecer. Recomendadíssimo! 

Espero que tenham gostado! Até a próxima! 


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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares - de Ransom Riggs

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FICHA TÉCNICA
Título: O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares
Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya
ISBN: 978-85-441-0284-8
Edição: 2ª
Número de páginas: 336
Ano: 2015







Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias que seu avô vivenciou na infância, sobre como ele se separou de sua família aos cinco anos de idade e fora morar em um orfanato no País de Gales. As histórias variavam, sua vida como artista de circo, vagens de navio, crianças que flutuavam, que davam vida aos mortos, que formavam bolas de fogo em suas mãos, com uma força sobre-humana, crianças invisíveis e sobre sua vida durante a guerra, mas Jacob ficava fascinado com cada uma delas. E todas tinham uma coisa em comum: os monstros que seu avô relatava que precisava fugir.

"Agarramo-nos a nossos contos de fadas até que o preço por acreditar neles se torna alto demais"

Jacob foi crescendo e as histórias de Abraham, seu avô, foram cada vez mais se tornando banais para ele e o medo crescia dentro dele de seu avô estava enlouquecendo, preso dentro de casa com medo de monstros que estavam o perseguindo e armários cheios de armas. E pouco a pouco Jacob parou de acreditar nas "fantasias" de seu avô.

Filho único de pais bem sucedidos e herdeiro de uma parte das empresas Smart AID, Jacob considerava sua vida normal e comum até que uma grande tragédia acontece, ele presencia a morte de Abraham. E Jacob o amava com todo o coração, mesmo todos considerando seu avô um louco e fora de si. O pior de tudo, Jake acredita ter visto um dos assassinos de Abe. Todos começaram a achar que Jacob estava perdendo a cabeça, que não tinha visto nada e foi tudo uma reação ao estresse causado pelo momento.

Convicto de querer colocar toda essa história a limpo e desvendar o misterioso passado secreto de seu avô, Jake encontra uma carta de alguém que seria do orfanato e decide ir até a ilha desvendar todo esse mistério e descobrir o que realmente aconteceu no passado. Mas quando chega a seu destino, ele encontra uma casa abandonada, em ruínas. Uma casa castigada pelo tempo, inabitável e horripilante. Em meio aos destroços da casa, ele encontra um álbum de fotografias velho, com fotos de várias crianças e de momentos delas brincando. E algumas que pareciam muito com as que seu avô o mostrara, de um rapaz coberto por abelhas, um outro carregando uma enorme pedra somente com uma mão, uma menina que flutuava, um rapaz quer parecia ser invisível, e várias outras. Mas para Jake não restava dúvidas, todas elas claramente foram modificadas.

Em meio a tantos mistérios, segredo e respostas a serem buscadas, Jake descobre que as fotos de seu avô são verdadeiras, que as história que lhe contava são reais e não apenas para mascarar as atrocidades que vivenciou na guerra e que o orfanato continua funcionando após tantos anos e do terrível acidente que ocorreu. Mas o tempo parou para eles, um mundo em que não há doenças e nem morte, um mundo que existe apenas o hoje, um mundo onde estão seguros. Mas seria tão sublime assim? E Jake encontrará tudo o que procura?

"Tem muitas coisas nesse lugar que ela não gostaria que você soubesse."

Eu achava que a história seria um terror que me daria medo de dormir ou de ler a noite, mas não foi isso que aconteceu. E não me decepcionou, eu gostei bastante da história criada pelo autor, uma história arrepiante e fantástica. Ransom soube trabalhar de forma excelente o universo que criou e não se perdeu em momento algum no decorrer do enredo. Soube conduzir majestosamente o e criou mundo fantástico que elaborou a partir de várias fotografias que ilustram todo o livro.

As fotos presentes no livro que ilustram toda a narrativa, pertencem a diversos colecionadores e são todas reais, nenhuma foi criada ou modificada para fazer parte da história. Fato esse que aumenta a imaginação de qualquer leitor. E uma arte feia com muita maestria pelo autor.

As peculiaridades de cada crianças foi bem pensada, apesar de que eu gostaria de que algumas fossem bem mais exploradas e os personagens foram muito bem construídos e são ricos, cada um com sua participação digna na trama. O terror da história, todo o mistério e segredos da narrativa estimulam toda a imaginação dos leitores.

O que eu mais achei interessante no livro foi a ligação de fatos imaginários com fotos reais e perturbadoras, os ambientes criados, sendo muitos enigmáticos e assustadores, além do cruzamento da história com a opressão sofrida pelos judeus e da guerra com a fantasia criada pelo autor presente em toda a narrativa. Além de toda manipulação do realismo das fotografias com a imaginação de Riggs.

A história, sem dúvidas, é uma criação muito bem elaborada, surpreendente e que o autor consegue prender a atenção de seu leitor sem cansar a mente e sem se perder no meio de tanto mistério no universo fantasioso que criou. A leitura flui e o final é ótimo, deixando um gancho direto para o próximo livro e que nos deixa com a pulga atrás da orelha e curiosos com o que vem a seguir na trama de Jacob e as crianças peculiares. Leitura mais que recomendada!

Avaliação:



Ah, e não se esqueçam, o livro ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida pelo Tim Burton, confere o trailer:




Até a próxima,



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terça-feira, 13 de setembro de 2016

LI até a página 100 e... #2 O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares

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Oi gente! Resolvi reviver uma TAG para vocês hoje, que já teve aqui no blog uma vez e você pode conferir clicando aqui e eu acho bem interessante fazê-la mais vezes. A TAG consiste em contar as primeiras impressões do livro até a página cem. Uma pequena resenha com algumas perguntas sobre a história, vocês vão entender melhor! Pretendo trazer com mais frequência e espero que gostem. Ah e ela foi criada pelo blog Estante Lotada, então clique aqui para ir lá conhecer.



O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças peculiares


Primeira frase da página 100:
"... empenara as prateleiras e as transformara em sorrisos estranhos."

Do que se trata o livro?  
Após uma tragédia familiar, Jacob, um menino de 16 anos, parte para uma jornada em uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares. Jacob começa a explorar os quartos e cada vez mais fica claro que as crianças são muito mais que peculiares: podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um motivo... E podem ainda estar vivas.

O que está achando até agora?
Eu estou gostando. Estou achando bem interessante os links que o autor faz com fotos que pegou emprestados com colecionadores com a história. A história segue com muitos mistérios e você fica tentando adivinhas e pensando em hipóteses e ao mesmo tempo você fica apreensivo para descobrir tudo o que aconteceu no passado. 

O que está achando dos personagens?
Eu estou gostando do Jacob, ele é um garoto bem determinado, não desiste fácil e procura entender o lado de todos em um assunto, mas ao mesmo tempo querendo provar o dele. Por outro lado eu não gosto muito dos pais do menino, pois eles deixam muito ele de lado. Dá a impressão que não ligam para o filho. Ainda não tenho uma opinião formada sobre o melhor amigo de Jacob, o Ricky, apenas que ele devia ser mais compreensivo e amigo. Eu gosto muito do avó de Jacob, ele viveu grandes aventuras quando jovem e queria incluir o neto nas memórias da juventude. Estou esperando os outros personagens aparecerem. 

Melhor quote até agora:
"Por isso que eu não podia acreditar que ele fosse um mentiroso, um traidor e mau pai, porque, se vovô Portman não fosse bom e honrado, eu tinha certeza de que ninguém mais poderia sê-lo."

Vai continuar lendo?
Com certeza sim. O livro vai ganhar um adaptação nas telonas logo mais nesse mês e eu pretendo terminar antes da estreia, além de que eu corri atrás desse livro quando o conheci e nunca achava em nenhum lugar, nem nas trocas do skoob. Consegui comprar um exemplar que não é a capa que eu queria e ainda veio amassado. E estou bem curioso para o final e para desvendar todos os mistérios que envolvem a ilha o orfanato. 

Última frase da página:
"É sua? Era isso que você levava no trem na última vez em que viu sua mãe e seu pai, quando sua primeira vida chegava ao fim."

Até a próxima gente.


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Boa Noite da Pam Gonçalves

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   Oulá você aí do outro lado! Hoje tem resenhaa!!! O livro de hoje estava na minha lista de desejos mesmo quando ainda estava sendo escrito pela autora, simplesmente porque eu amo os vídeos da Pam e a acompanhei durante toda a jornada do primeiro livro solo dela! E essa semana, quando ela divulgou que vem em BH ainda esse mês, corri pra livraria comprar meu "Boa Noite"! E não me decepcionou nem um pouco!! 

 
 Assim que terminou a vida escolar, Alina pôs em prática seu desejo de ser vista pelos outros de maneira diferente. Sempre quis ser outra pessoa, ser quem ela realmente era, mas nunca teve a força para tal mudança em sua vida. Na faculdade, encontrou a chance perfeita para isso: nada melhor do que o lugar onde você não conhece ninguém, e está inteiramente por conta própria, para se reinventar. 

   Saindo do conforto da casa dos pais, ela foi parar na charmosa casa de tijolinhos que servia como a República das Loucuras. Lá, conheceu as primeiras pessoas de sua nova vida. Manu, a loira livre, leve e solta; Gustavo, o garoto que cursava medicina e reivindicou os assuntos da república do pai; Talita e seu namorado Bernardo, que nunca estavam separados por muito tempo.  Estava prestes a ser uma garota totalmente diferente da que era nos tempos de escola. 

   Caloura em Engenharia da Computação, Alina nunca viu sua vida agitada como agora. Seus colegas de república eram frequentantes assíduos das mais diversas festas e sempre faziam questão de a levarem com eles, mesmo ela tendo inúmeros trabalhos e estudos de Cálculo, História da Computação e afins para fazer. E assim ela se enxergava cada vez mais distante de sua antiga personalidade. 

    Manu se torna uma grande aliada, como Luana, sua colega de classe. Em meio a tantos trabalhos, um concurso, festas e mudanças Alina se vê no centro de uma cultura extremamente desagradável e que cada dia mais se torna o grande foco de uma página de fofocas da Universidade que surgiu na internet. Terá valido a pena ter deixado a vida de boa menina pra trás? 


   Eu quero mais. Simplesmente não estou preparado e pronto o suficiente pra deixar essa história de lado! Pam consegue tratar de inúmeros assuntos, alguns deles muito sérios e pesados, com uma escrita leve e viciante que não tira o foco da mensagem que ela quer passar. Sua narrativa é surpreendentemente viciante, cada vez que eu fechava o livro queria voltar o mais rápido possível. 
   Alina é uma personagem muito identificável com seu drama de caloura e sua vontade de fazer a diferença. Eu mesmo me relacionei com sua vontade de mudar o rumo de sua vida entrando na faculdade, ainda que não tenha passado pelas mesma situações em meu primeiro semestre. Além dos dramas da protagonista, todos os outros personagens também possuem suas costas de tramas e devo dizer: todas super bem construídas e elaboradas. 
   Manu tem seus próprios problemas dentro e fora da faculdade, como todos os moradores da casa de tijolinhos. E Pam conseguiu distribuir toda a atenção necessária entre eles, sem nem mesmo apagar sua principal. Nas 240 páginas de história, a autora abordou todas as vidas individuais de seus personagens de uma forma incrível, soube encontrar o tempo perfeito para cada um. 
   Acredito que Pam seja uma escritora de mão cheia. Ela sabe criar uma trama principal, e costurá-la com as sub-tramas sem deixar, nem uma única vez, ficar piegas e cliché demais. Tudo co-relacionado e fazendo o maior sentido na história em si, e o leitor só consegue perceber isso no final porque é tão natural ao decorrer da narrativa, tudo super bem costurado. 
   "Boa Noite" tem uma escrita ao mesmo tempo leve e poderosa. Mesmo um pouco fantasiosa em alguns pontos, a história consegue passar uma mensagem incrível para o leitor, e um aviso pra quem quer que esteja passando pelo período universitário, ou quase chegando à ele. Seja pelos personagens, pela ambientação ou demais aspectos eu GARANTO que o livro da Pam é mais do que uma boa pedida (e não apenas falando como fã). Aproveita a turnê de lançamento e vá ler antes que ela chegue à sua cidade! 

Até o próximo encontro!





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domingo, 21 de agosto de 2016

Quando as Luzes se Apagam

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   Oulá pessoas! Tudo bom com vocês? Hoje eu trago pro blog a crítica de um filme que assisti recentemente e me surpreendeu bastante!! Baseado em um curta lançado em 2013, de mesmo nome no inglês, Quando as Luzes se Apagam é um filme de suspense com Teresa Palmer no papel principal e é um bom representante do gênero. Bora pra crítica! 


   Becca (Palmer) perdeu o pai aos 10 anos de idade e saiu de casa depois de problemas com a mãe Sophie (Maria Bello). Agora morando sozinha e tendo um relacionamento um tanto quanto único com Bret (Alexander DiPersia), ela precisa voltar ao seu passado e o de sua mãe após seu meio-irmão Martin (Gabriel Bateman) também perder o pai e começar a ser afetado pelos mesmos eventos que uma vez a afetaram. 

   Lutando contra o tempo e o escuro, eles precisam vencer uma entidade poderosa que só possui forças quando as luzes se apagam chamada Diana. Possuindo um laço antigo com Sophie, essa entidade tem como objetivo afastar a todos da casa da mulher. Mas uma coisa Diana não esperava em seu caminho: o amor materno. 



   "Quando as Luzes se Apagam" não é O filme do ano, mas é um dos únicos que consegue entreter e ser bom ao mesmo tempo. Seu roteiro não é inovador, apesar de possuir planos e sequências dignas de nota, mas cumpre com o objetivo de levar o espectador para dentro da narrativa. Porém, também peca em responder algumas perguntas e muitas vezes seus personagens oscilam de acordo com o pedido da cena. Como todo filme do gênero, a ação demora um pouco a acontecer, mas quando começa não perde o ritmo. 

   O longa tem, ao longo de seus 81 minutos, várias referências ao material que o originou e, inclusive, a participação especial da atriz Lotta Losten que protagonizou o curta de 2013 que nesse tem o papel de Esther em uma cena semelhante à original. Apenas o visual da entidade do filme é mais desenvolvido, possuindo melhor apelo para com o público e sua backstory em si. 

   A direção de arte do filme é bem trabalhada, representando todas as questões visuais presentes no roteiro e com o ótimo trabalho nas cenas escuras que perpetuam boa parte do tempo. As cenas no porão e no quarto de Becca são as que mais chamam a atenção, além de todo o arco final na casa de Sophie. Como boa parte do filme se passa em locais escuros, com poucas cenas durante o dia, é de se esperar que todas as cenas sejam boas aos olhos; e nisso, com certeza o filme não decepciona. 

   
      Não é um filme para dar sustos. Claro, tem uns aqui e ali, mas não é o foco e é agradável ver um filme de suspense mais preocupado em desenvolver sua trama do que assustar repetidamente seus espectadores (como muitos têm feito recentemente). Alguns desses sustos são previsíveis outro nem tanto, mas nada que canse demais que está assistindo ao filme, souberam usar o bom senso e balancear a dosagem. 

   Eu recomendo o filme, sim, mesmo para aqueles que não são muito chegados a suspense e terror. É bom, bem desenvolvido e, mesmo com suas falhas, cumpre com o objetivo. Não vá esperando um filme de suspense/terror revolucionário à lá "Bruxa de Blair" e também não espere a melhor história de terror do ano, mas saiba que se você estiver desejando assistir a um filme bom e nada como os últimos "Atividade Paranormal", deixe as luzes apagadas para esse e curta uma boa sessão de cinema ;P 

Se ficou curioso, assista ao curta de 2013 abaixo! 




Até a próxima! 


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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Como eu era antes de você - Crítica

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   Bom diaaa a todo mundo!!! Como vão? Essa quinta, dia 16, estreia a adaptação de "Como eu era antes de você" com Emilia Clarke e Sam Claflin, já dissemos neste post. E ontem pudemos conferir uma special screening do filme aqui em BH e hoje contamos tudo pra vocês!!! Vamos lá então. 

   Devo começar essa crítica dizendo que fui assistir ao filme sem saber quase nada da história a não ser a sinopse. Não li o livro antes e também assisti a pouco material de divulgação do filme, apenas o trailer genérico que passava em outra sessões de cinema (aquele com a música do Ed Sheeran, que só há poucas cenas do filme). Acabei me surpreendendo, não era nada do que eu esperava. 

   Logo no início do filme eu fiquei com o seguinte pensamento na cabeça: "mais um filme clichê, com plot previsível e final igual a todos os outros". E muitas outras vezes a comparação com diversos filmes também perpetuou, um em especial ("You're Not You" com a Emmy Rossum e a Hilary Swank) ficou em constância durante todo o filme. Mas como disse, fui surpreendido. 

   O final é, sim, previsível. Não tem como negar, mas o caminho até ele é totalmente maravilhoso e único de acompanhar. O filme começa com um pequeno vislumbre da vida de Will Traynor (Claflin) antes do acidente, pequeno mesmo porque são meros minutos antes de mudar todo o rumo da história. Nesses minutos, o roteiro dá dicas inocentes do que está por vir, um foreshadowing simples, como ele fazendo menção de pegar um capacete de moto para sair de casa. Tem outro também, mas esse vocês tem de ir conferir. Então somos apresentados à Louisa Clark (Clarke), uma jovem que trabalha em um pequeno café para ajudar a família e possui uma vida simples e modesta. 

   Com o café fechando, ela precisa de outro emprego e então consegue ser empregada pela mãe de Will. Emilia está simplesmente perfeita no papel. A atriz conseguiu captar a essência da personagem e transmiti-la para além do figurino exótico de Louisa. Sua atuação está fantástica e, como é o primeiro trabalho que assisto, não atrelei nenhum outro personagem à sua imagem. Sam também entrega uma performance estonteante como o jovem amargurado, sendo o primeiro encontro dos dois uma cena que rendeu muitas risadas na sessão. 

   A partir daí, o filme vai traçando seu próprio caminho. Antes, só preparou o terreno para o que viria. As roupas de Louisa recebem bastante enfoco na montagem, tanto para nos apresentar à personalidade dela como para representar a passagem de tempo no filme. Até que certo ponto da história ela passa a vestir mais roupas com tons sóbrios e lisas, e encontrar um equilíbrio no final. 
 
   
















    
   O filme também nos agrada com bastante detalhes pequeninos no cotidiano dos dois, como uma sequência das mãos de Louisa passando as páginas da pasta dos remédios controlado de Will para ajudá-lo em uma crise ou das conversas de Louisa e sua irmã Katrina (Jenna Coleman). Esses planos acrescentam uma leveza e simplicidade à narrativa que quebram com o tom do drama constante vivido por eles, como também é o papel das sequência na viagem. 

   As várias piadas e diálogos entre Louisa e Will também quebram com o drama, mas são uma coisa à parte. O relacionamento dos dois começa devagar, ela tentado descobrir alguma forma de animá-lo e ele relutante em deixá-la fazer qualquer coisa. Mas a partir do momento em que os dois se entendem, são só sorrisos e gargalhadas, o que ajuda o espectador a simpatizar e entrar na história dos personagens. Não tem ninguém que não fique angustiado com Louisa em certo ponto, ou quem não entenda os motivos de Will. Neste aspecto o roteiro de Jojo Moyes, Scott Neustadter e Michael H. Weber obteve sucesso absoluto. 


   "Como eu era antes de você" é clichê e previsível, mas tem sua receita misturada e mixada de maneira única e particular, bem feita para dizer o mínimo. Não é aquele filme água com açúcar, mas também não é o tipo de filme coração de pedra. Ele apresenta suas falhas, sua previsibilidade e narrativa de maneira natural e espontânea de modo a induzir o espectador a se envolver com o que está assistindo (foram várias as fungadas de choro ao final do filme). Não é todo filme que ao mesmo tempo que é previsível, apresenta esse fator ao seu favor. Recomendo! 





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terça-feira, 14 de junho de 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ

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   Como vão com todos vocêss?! Espero que bem, pois temos uma ótima notícia para dar: essa quinta, dia 16/06, estreia a adaptação cinematográfica do livro "Como eu era antes de você" da JoJo Moyes. O livro angariou diversos fãs ao redor do mundo e agora ganha uma versão com Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes - Em Chamas) nos cinemas! Não sabe do que se trata? Confira mais abaixo! 



Sinopse: Will (Sam Claflin) é um homem rico e bem sucedido, com a melhor das vidas que pode ter: viagens, conquistas, esportes... Até perder o movimentos dos membros em um acidente de moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. Depressivo, amargurado e cínico após o ocorrido, seus pais contratam a jovem de 26 anos Louisa Clark (Emilia Clarke), que não possui muitas ambições e leva uma vida modesta com dificuldades financeiras. Eles, no entanto, pouco a pouco vão percebendo uma grande conexão entre si.
 
   O filme vai ser excelente para aqueles que adoram um pouco de drama, romance e um pouquinho de ação. E vai ser ótima para reacender a flama do namoro deixada pelo Dia dos Namorados hahaha Quer saber um pouco mais de como ficou a adaptação? Confira o trailer abaixo. Nossa crítica sobre ele sai amanhã! 


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