sábado, 3 de junho de 2017

Mulher-Maravilha | CRÍTICA

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   Ouláa! Quem aqui já foi correndo para os cinemas conferir o novo filme da Mulher-Maravilha?! Bem, nós fomos e hoje trazemos aqui a nossa crítica do filme que conta com a incrível Gal Gadot no papel principal e a deslumbrante direção de Patty Jenkins. Então não perca tempo e vá aos cinemas você também! 

   Diana é filha da Rainha Hipólita de Themyscira e a única criança da Ilha. Quando criança, lhe são contadas histórias e história sobre a criação dos homens por Zeus e seus filhos em que Ares se rebelou ludibriando os homens a lutarem entre si. Eis então que Zeus criou as Amazonas, mulheres cujo propósito era manter a paz e destruir Ares, o deus da Guerra. Diana ouve atentamente as histórias querendo treinar e lutar como as mulheres da Ilha, mas sua mãe sempre reluta dizendo que ela era uma criança especial e não podia lutar. 

   Os anos se passam e Hipólita um dia descobre que Diana vem treinando escondido com sua tia Antiope. A Rainha então instrui e irmã para treinar Diana como nenhuma outra Amazona antes dela, para ela se tornar a mais forte de todas. Porém, elas se deparam com o aparecimento dos homens em Themyscira em plena Segunda Guerra Mundial. Diana se vê com a missão de ir para a terra dos homens ajudar a proteger os inocentes e acabar com Ares de uma vez por todas após escutar os relatos do piloto de guerra americano Steve Trevor. 

   Patty Jenkins fez um trabalho espetacular trazendo o novo filme da Princesa de Themyscira à vida. É um alívio depois dos filmes da DC sofrerem críticas extremamente negativas por conta do rumo da história e da direção confusa. Jenkins traz desde a vida de criança de Diana até os dias atuais sem tornar o filme cansativo ou pesado demais. É claro que em algumas cenas de batalha a diretora abusa até demais do slow motion, mas nada que impeça a inserção do espectador ao filme. 

   Gal Gadot e Chris Pine  entregam um trabalho de perder o fôlego, a química entre os dois é inegável tornando todo o relacionamento entre Diana e Steve natural e fluído. Nada fica forçado demais ou esquisito, como por exemplo a evolução do relacionamento amigável entre os dois para algo amoroso. Até mesmo quando Steve puxa Diana para uma dança o espectador acaba achando algo natural e espontâneo, vibrando o contato. E um não carrega o outro nas costas, ambos são fortes e independentes à suas maneiras, Steve não fica querendo proteger Diana o tempo todo e Diana não subestima Steve em nenhum momento. 

   O posicionamento de Diana como heroína é um tanto quanto divertido e curioso de acompanhar, uma vez que a sociedade machista da época sempre teve a tendência de excluir mulheres dos assuntos políticos e econômicos. As cenas em que subestimam a personagem apenas pelo fato dela ser mulher é para fazer muitos homens abrirem os olhos e acordarem para a realidade, sendo Diana um exemplo para todo mundo. Ela não deixa ninguém lhe dizer o que fazer, não abaixa a cabeça quando não lhe dão o devido crédito que merece. A cena mais divertida é quando Diana se mostra fluente nas duas línguas que os americanos mais precisavam, mas mesmo assim é esnobada apenas por ser mulher, e então ela mostra seu valor. 

   A parte mais, digamos, chata do filme é a revelação do vilão Ares. É meio clichê e um tanto quanto piegas e previsível, já que algumas dicas são dadas ao longo do filme. A partir desse momento a luta final se assemelha na estética da luta contra Apocalipse em "Batman Vs Superman", tendo Diana e Ares envoltos em muito fogo e destruição. O visual de Ares também deixa um pouco a desejar por ser feito totalmente em CGI, decepcionando quem esperava um vilão totalmente diferente dos que já apareceram nas telonas. 

   O visual do filme é espetacular, desde as locações na Itália que serviram como a ilha de Themyscira até os campos de batalha da Segunda Grande Guerra. Tudo de tirar o fôlego e de se impressionar nas imagens do filme, ajudando também a criar a atmosfera necessária para todas as sequencias de lutas. Os destaques ficam na luta de abertura em Themyscira, deslumbrante e nas sequencias nos fronts. Patty Jenkins criou as cenas de ação de um forma convincente e dinâmica, sem ficar na cara que foi coreografado. Com certeza a nova Mulher-Maravilha tem de ser vista por todas e por todos!

P.S.: essa crítica também foi postada no site de entretenimento FITA K7

Até a próxima! 


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