segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Mulher Maravilha: Sementes da Guerra - Leigh Bardugo

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Ficha Técnica 

Título original: Wonder Woman Warbringer 
Autor: Leigh Bardugo 
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-804-1746-3
Edição:
Ano: 2017






Em Sementes da Guerra, acompanhamos a história de Diana antes de se tornar a Mulher Maravilha, uma adolescente de 17 anos que quer impressionar suas irmãs amazonas e principalmente sua mãe Hipólita, pois mesmo sendo filha de uma rainha Diana está em desvantagem na ilha, é a única que não é uma amazona e considerada a mais fraca entre elas. Todas já foram testadas em batalha, já recorreram à Atena no leito da morte. 

Criada diretamente do barro e concedida à vida por Zeus, muitas ainda a consideram uma criança e inapta a se tornar uma amazona, inclusive pela general das amazonas Tecmessa, por quem tem uma pequena rixa. Diana está se preparando para mostrar seu valor em uma maratona, ela sabe que consegue vencer e mostrar que é uma delas. Mas é durante essa maratona que ela escuta pedidos de socorro e se depara com um naufrágio e mesmo sabendo que abandonar a competição teria suas consequências, ela parte para tentar salvar quem ainda estava vivo. Ela salva Alia, a única sobrevivente desse terrível naufrágio. 

Diana a leva para a ilha, mesmo sabendo que é totalmente proibido a entrada de um forasteiro. Ela entra então em um dilema, pois sabe que deixar um inocente para morrer é algo abominável pelas amazonas. Diana acaba descobrindo que Alia é uma semente da guerra, descendente de Helena de Troia, e o caos o acompanha para todos os lugares e sua presença na ilha se torna perigosa já que uma grande guerra acontece quando uma semente da guerra completa uma determinada idade. 

Diana sabe que precisa tomar uma decisão, pois o mundo dos homens e até mesmo Temiscira corre um grande perigo. Ela então pede conselhos para o oráculo e percebe que algo muito sombrio está por vir e que Alia é uma ameaça para a humanidade. Diana precisa enfrentar o mundo dos homens e as sementes da guerra, que há muito tempo assolam o mundo. 


O livro nos apresenta uma personagem já bastante conhecida e adorada por muitos, talvez uma grande pressão de contar uma história diferente sem cair no clichê, mas Leigh Bardugo consegue construir uma narrativa cativante e interessante para Diana. É um período anterior a ela se tornar a Mulher Maravilha, mas não é um livro de origem o que agrega muito a história sem perder tempo de recontar a origem da heroína.  

A trama construída pela autora é muito criativa e mescla momentos históricos e mitológicos aos atuais sem ficar chato ou estagnar a leitura, ela soube escrever de forma a criar uma aventura bastante envolvente e inovadora. Leigh tinha em suas mãos um grande desafio de criar uma história que seja digna da personagem, mas que mantivesse sua grandeza e inocência e o fato de nos ser apresentada uma Diana sem conhecimentos de suas forças e enfrentando dúvidas de suas irmãs, apenas uma amazona jovem e inexperiente, mostra que ela conseguiu vencer esse desafio. A autora conseguiu mantar a essência da personagem e as características originais dela. 

Um outro acerto da autora foi que ela soube usar a diversidade de gênero e raça com a normalidade que são e parece que os personagens foram criados de forma que pareçam reais, fogem dos padrões da sociedade. A construção de todos os personagens foi um acerto na trama, contribuindo para a fluidez da leitura. 

O foco da narrativa não é o suspense, mas Leigh conduz uma escrita que faz com que o leitor fique se  perguntando a cada fim de capitulo o que está por vir e quando achamos que a trama está caminhando para um lado, na verdade ela está indo para o lado oposto. As reviravoltas no final prendem a atenção do leitor até o último ponto final nos envolvendo ainda mais e o final surpreendente deixa um gostinho de quero mais, porém a reta final do livro foi um pouco apressada e rápida demais, Leigh entrega um final corrido demais com muitas coisas para digerir, talvez um dos poucos pontos negativos que encontrei. 

Portanto, é um bom livro para ser lido pelos adoradores de heróis e ideal para os fãs ou também para quem deseja iniciar uma aventura nesse mundo de super heróis. Deem uma chance para essa história, garanto que vão se surpreender. 


Avaliação:









Até mais,




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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Mentes Sombrias | CRÍTICA

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Nesta quinta-feria, 16 de Agosto, chega aos cinemas mais uma adaptação literária, "Mentes Sombrias" ganha sua vez nas telonas com Amandla Stenberg no papel protagonista. Temos aqui um grupo de jovens em uma formula já conhecida por nós, eles vivem em um mundo apocalíptico e precisam lutar por suas vidas. 


Nesse mundo apocalíptico, uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes e as que sobreviveram desenvolveram habilidades sobrenaturais. Sendo consideradas perigosas e uma ameça e acabam sendo detidas pelo governo em grandes campos de concentração e lá são dividas em cores: verde, azul, amarelo, laranja e vermelho sendo os laranjas e vermelhos os mais perigosos. Ruby, uma das crianças detidas e uma das jovens mais poderosas consegue escapar de seu acampamento e acaba se juntando a outros jovens fugitivos, formado por Liam, Charles/Bolota e Zu em busca de um refúgio seguro para todos. 

O enredo do filme é bem bacana e mostra um grande potencial, porém o inicio do filme é um pouco apressado, uma urgência para apresentar o cenário e as consequências do apocalipse que levou o mundo de hoje para o que é apresentado no filme. Essa urgência em expor todos esses fatores acaba afetando alguns personagens que ficam com pouca exploração, o antagonista da trama pode ser visto como um exemplo disso, pois ele acaba sendo um personagem flat demais e não tem um aprofundamento em qual é sua motivação e algo que justifique suas ações.



Ruby é a personagem mais desenvolvida no longa e vemos seu amadurecimento desde quando apareceu pela primeira vez como uma garotinha inocente e ingênua. Já em relação aos amigos da protagonista, caímos aqui nos estereótipos que já conhecemos: Liam é o galã de cabelos loiros e líder do grupo, Zu é adorável do grupo, quieta e dependente e Charles o inteligente e um pouco mais isolado. Ao contrário de Ruby, esses três personagens não são aprofundados de uma maneira que possamos nos conectar mais e conhecer um pouco mais do background de cada um. 

Mesmo com situações e personagens um pouco previsíveis demais, a premissa do roteiro e enredo é bem interessante e você logo identifica algumas referências no filme, como os famosos X-men, a famosa trilogia Jogos Vorazes e até mesmo Divergente. E é aí que a produção peca um pouco, ao não trazer uma inovação para esse gênero e nos apresenta mais um filme ambientado nesse mesmo modelo que tanto conhecemos. 

Apesar de um aparente clichê e cair na mesmice de outros filmes do gênero, o longa traz algumas críticas sociais e reflexões que devemos fazer. Uma importante mensagem que o filme traz e que falo para vocês agora é a de se aceitar do jeito que é e não ter vergonha de você. E mesmo com elementos de outras franquias famosas o filme termina com um cliffhanger que nos mantem atentos para uma possível continuação e uma esperança de mais desenvolvimento de alguns personagens e trazer alguma inovação para esse mundo de adaptações literários, pois potencial a história tem de sobra. É um filme legal de assistir, não enjoa e mesmo com clichês e algumas falhas o longa consegue não ser cansativo e te prende. 


Avaliação: 









Até mais,

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Os Incríveis 2 | CRÍTICA

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Em 2004 a Pixar lançou "Os incríveis" contando a história de uma família com super poderes que combate o crime, quatorze anos depois é lançada a aguardada sequência, "Os Incríveis 2" com a querida família Pêra em ação novamente, mas com sensações de Deja Vu. 

No longa, Helena é convidada a iniciar um pedido para a volta dos super heróis, já que uma lei os proíbe, consequência do primeiro longa, enquanto Beto vive um dia de cada vez cuidando de Violeta, Flecha e Zezé, que os superpoderes estão sendo descobertos. Um novo filme, um novo vilão e isso faz com que a missão sofra uma grande reviravolta, com um grande e mirabolante plano para acabar com o mundo, a família juntamente com Gelado se unem mais uma vez para salvá-lo. 

É impressionante a evolução que a animação sofreu ao longo desses anos e mais ainda o cuidado da produção de se manter fiel aos pequenos detalhes vistos no primeiro filme. E ele começa exatamente de onde parou, um ponto positivo visto que não houve um salto no tempo e pontas soltas a serem explicadas. Algumas cenas de ação são muito reais e fica a impressão de que não estamos assistindo uma animação, mas um live action. 



O visual do filme está insuportavelmente impecável e absolutamente sensacional, entretanto enquanto assistimos ficamos com uma sensação de deja vu, um sentimento de que já assistimos a história em algum lugar. O filme mistura ação e humor em uma combinação certa, mas parece que falta alguma coisa nova, pois parece que só inverteram os papeis dos dois protagonistas e mantiveram o enredo do primeiro filme como base na criação deste novo.

 É um filme bem divertido e para quem era/é fã da família Pêra, os quatorze anos de espera valem a pena e uma sensação boa de nostalgia invade quem assiste, entretanto pode decepcionar alguns com uma trama um pouco repetitiva. 

E é bem reconfortante ver o espaço que o protagonismo feminino está tomando com a história centrada na matriarca da família e mostrando que é importante ter mais personagens femininas e fortes, como Helena. Ressalvas para Edna, que novamente rouba a cena mesmo em sua pequena participação e se mostra mais uma vez uma personagem cativante e divertida. Por favor, façam um spin off dela!


Talvez o personagem favorito da grande maioria dos fãs e mesmo sem diálogos, Zezé é uma espécie de alivio cômico e é mais divertido que seus irmãos e tira boas risadas do público em sua jornada de descobrimento de seus poderes, mesmo que o público já saiba que ele possui superpoderes. 

"Os Incríveis 2" é um filme bem divertido feito para os fãs e para a família em que mostra mais uma vez o trabalho em equipe e a união dos Pêra partindo para a ação. E mesmo que a trama aparente ser repetitiva e reciclada, a franquia mostra que tem mais história para contar ao terminar do mesmo jeito que o filme de 2004, com um cliffhanger que novamente vai deixar os fãs mais fieis ansioso para um possível próximo filme. 


Avaliação:









Abraços:


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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Tom Raider: A Origem | CRÍTICA

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Lara Croft talvez seja uma das personagens de video game mais famosa da atualidade e ganhou ainda mais destaque depois dos filmes da franquia estrelados por Angelina Jolie no papel principal. Em "Tomb Raider: A Origem" a personagem ressurge na pele de Alicia Vikander e é mais uma tentativa de contar a história da musa dos games. 

É bem perceptível a repaginada que a personagem sofreu nesse novo longa, em que é apresentada mais "normal" para quem assiste. Ela rejeita a fortuna que herdou de sua família e aceita trabalhar como entregadora, pagar suas próprias contas e conseguir seu dinheiro. Outro ponto é que o lado mais sexy simbol de Corft foi deixado de lado, trazendo uma Lara mais contemporânea e um filme mais focado em suas cenas de ação do que no lado físico da personagem. 

Se o filme ganha ao trazer uma Lara Croft mais "gente como a gente", ele peca no roteiro. Ele oferece um vilão caricato e sem emoção, chegando a ser previsível em algumas sequencias ou até mesmo no filme inteiro, o roteiro investe muito no mais do mesmo ao invés de criar uma história mais cativante e envolvente. O trecho final apresenta uma sequência característica dos videos games, com desafios seguidos que precisam ser superados pela heroína. 



O longa ganha nos seus efeitos especias que, em algumas cenas estão impecáveis, ressalva para a cena em que Lara está em um avião a beira de uma enorme cachoeira. O figurino é uma grande referência para o clássico dos video games. Alicia Vikander se entregou para viver Lara Croft, tanto fisicamente quanto na atuação, que faz você quase ter certeza que ela realmente é Lara Croft por suas ações e gestos. 

No mais, chama a atenção com uma boa atuação da protagonista e ótimos efeitos visuais, "Tomb Raider: A Origem" tinha tudo para entregar um grande filme de origem de uma personagem icônica ao inovar e criar novos plots, mas ele cai no dilema do mais do mesmo e se torna mais um filme de Lara Croft, apesar disso é um bom filme para conferir e conferir Alicia Vikander na pele da musa digital! E a cena final faz uma grande referência ao icônico par de armas da personagem e apresenta, aparentemente, um gancho para novos filmes. 

Avaliação:





Abraços,


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Os Estranhos 2: Caçada Noturna | CRÍTICA

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"Os Estranhos" é um tenso filme de suspense lançado em 2008 estrelado por Liv Tyler e Scott Speedman, em que um casal é atormentado por algumas pessoas que invadiram sua casa e tentam matá-los. Apesar de parecer uma continuação, "Os Estranhos 2: Caçada Noturna", lançado dez anos depois do primeiro,  funciona mais como um reboot do que continuação, sendo a única diferença é que quem é perseguido por pessoas mascaradas é uma família e não um casal. 

Cindy e Mike estão para colocar sua filha mais nova, Kinsey, em um internato, então eles decidem fazer uma viagem em família para entender melhor os problemas dela e passar um momento bom em família juntamente com o filho mais velho do casal, Luke. Cindy tem um tio que administra uma especie de acampamento de trailers e é lá que a família decide descansar na metade do caminho. Eles encontram o lugar completamente deserto e vão para o trailer reservado para eles, mas o terror está a uma batida na porta de distância. 



Assim como no filme de dois mil e oito eles são atormentados por um pequeno grupo de pessoas com mascaras bizarras e atitudes brutais e assassinas. O roteiro ser perde no desenvolvimento da trama que depende dos erros dos protagonistas para que os sanguinários consigam atingir seu objetivo. Sendo assim, é impossível não se irritar com algumas situações em que os protagonistas se colocam, indo da clássica caída no chão a ficar de costas para seu assassino que você tem certeza que está ali te esperando e demorar a falar o que está acontecendo para alguém que possa ajudar. 

É um filme que não coloca interesse a quem assiste, sendo mais do mesmo e não inova no enredo. É bem previsível e você se pega várias vezes falando que sabia que isso iria acontecer ou quem vai morrer primeiro, deixando de aproveitar o filme para ficar tentando adivinhar o que acontece em seguida. Em relação ao primeiro, "Caçada Noturna" não apresenta um roteiro que faz o espectador tenso, é um roteiro desinteressante e cai na mesmice, sendo notável a falta de originalidade no enredo e na construção dos personagens, Bailee Madison é a típica garota adolescente rebelde e problemática e Lewis Pullman é o irmão mais velho exemplar jogador de beisebol. 

Com sustos muitas vezes forçados, vale mais a pena assistir ao filme com Liv Tyler do que perder tempo conferindo a história sendo repetida e sem grandes novidades, é apenas mais um filme de suspense, é bem esquecível. 


Avaliação: 


Abraços, 



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quarta-feira, 14 de março de 2018

Com amor, Simon | CRÍTICA

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"Com amor, Simon" é a adaptação para os cinemas do livro "Simon vs. a agenda do Homo Sapiens" da escritora americana Becky Albertalli. O filme, uma comédia romântica, apesar do tom leve traz uma responsabilidade de dar voz a um assunto pouco tratado nos filmes, que é a descoberta da homossexualidade na adolescência e a fase de se assumir para os amigos e para a família. 

Vamos acompanhar a história de Simon, um garoto com a vida totalmente normal, mas tem um detalhe: ele é gay e ninguém sabe. Simon começa a trocar emails com um colega de escola, o Blue, que recentemente se assumiu gay para a escola anonimamente e acaba se apaixonando por ele, mas nenhum dos dois sabe quem é o outro. A partir daí acompanhamos a jornada de Simon para descobrir quem é o garoto por quem se apaixonou pelos emails e o medo que sente de ser exposto antes que esteja preparado. 

O filme é voltado para o público jovem e ele acerta em cheio ao mostrar um tom leve a perspectiva de um jovem que tenta se encaixar e é totalmente real tratando assuntos delicados e que muitas vezes é tratado de uma forma pesada e sendo visto como tabu. Em Com amor, Simon isso não acontece, o roteiro de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger é sutil ao tratar esses temas do cotidiano de uma forma aberta e mostrando a realidade, trazendo também alguns dramas e angustias clichês, mas aqui o principal é a pressão de ser gay e a angustia de como e quando contar para a família e para os amigos, mas apesar da grande carga emotiva que carrega o roteiro consegue lidar de uma forma leve mostrando que o jovem em nenhum momento tem vergonha de si ou medo da rejeição da família, é completamente o oposto porque ele está se descobrindo e quer fazer as coisas quando achar que deve e quando estiver totalmente preparado para isso. 


O elenco é outro fator crucial para o filme dar certo, é um elenco diversificado, divertido e faz com que os jovens se identifiquem com os acontecimentos mostrados no longa. Nick Robinson traz uma performance carismática, carregada de uma emoção que foi passada para o personagem excepcionalmente bem. Destaque para Jennifer Garner e Josh Duhamel que interpretam os pais do protagonista e cumprem o papel no quesito de emocionar o público. Um outro acerto do longa é a direção de Greg Berlanti, não tendo muitos exageros e de uma forma delicada cumpre o que promete e entrega uma comédia romântica fora dos padrões. 

O humor presente no filme está na medida certa e mescla perfeitamente com o drama e com um pequeno toque de suspense que a produção usou para prender a atenção do público em relação a identidade de Blue até o final do longa. Esse suspense usado, mesmo sendo pouco foi crucial para torna a adaptação divertida no ponto certo e de alguma forma faz com que o público sinta que está participando da história de Simon ao tentar, junto com ele, descobrir a identidade secreta de Blue. 

Quando o filme chega ao seu ápice em seu terceiro ato, a carga emocional se intensifica mostrando que o amor é genuíno e principalmente, puro. Com amor, Simon nos faz refletir também sobre a tolerância e compaixão. Mas como todo filme, o longa também traz alguns pontos negativos consigo mesmo que seja pouco, pecando ao tentar comparar a vida amorosa dos melhores amigos de Simon com a angustia que ele enfrenta durante todo o enredo. 



Com amor, Simon é um longa que carrega uma grande mensagem e vem positivamente para os jovens que lutam diariamente contra a opressão, a angustia e os pensamentos negativos de estar no armário na adolescência. Mostra também que esses jovens não precisam se sentir sozinhos e não precisam se envergonhar de quem são, o amor está aí para todo mundo e o mundo do cinema está cada vez mais corajoso ao retratar filmes com a temática LGBTQ de uma forma leve e totalmente voltado para o público jovem ao contrário de muito que retratam essa temática em filmes muito "cabeça" para os jovens e muitas vezes de uma forma pesada. 

É um filme importante para os jovens que se identificam com a história de Simon e mais importante ainda para os adultos, e pais de jovens LGBTQ, para que possam compreender essa angustia vivida pelos filhos. Vale a pena se assistido e levar para a vida a reflexão que o longa nos faz ter no decorrer da história. 

"Todo mundo merece uma grande história de amor". 

Nota:










Com amor, 

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Maze Runner: A Cura Mortal | CRÍTICA

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"A Cura Mortal" marca o épico final de mais uma saga que se passa em um futuro distópico, sucesso entre os jovens. Continuando de onde o anterior terminou, o longa promete mostrar Thomas, Newt, Teresa e demais amigos da Clareira em seu conflito com C.R.U.E.L, a organização que colocou todos eles no labirinto. Dirigido por Wes Ball e estrelado por Dylan O'Brien, Thomas Brodie-Sangster e Kaya Scodelario o filme também promete trazer algumas respostas para as perguntas deixadas nos antecessores. 

O longa já começa com uma sequência de ação de tirar o fôlego em uma perseguição a um trem para resgatar alguns companheiros, incluindo Minho. A partir dessa cena já podemos ter uma pequena noção de como o filme vai seguir nos próximos minutos, frenético e cheio de ação e ele realmente não peca nesse sentido, como em outras sequências em que um ônibus é suspenso no ar e pulos de prédios de mais de vinte andares. 


O protagonista é o astro Dylan O'Brien, mas temos que dar um maior destaque para seu companheiro de elenco Thomas Brodie-Sangster que interpreta o melhor amigo, Newt tem mais cenas nesse longa e acompanha Thomas em qualquer lugar que ele vá. Outro personagem que merece um destaque maior é Brenda, interpretada por Rosa Salazar, que protagoniza grandes cenas de ação. Já Teresa é uma personagem que tem pouco destaque em comparação aos anteriores, com poucos diálogos e alguns vazios mas que na sequência final compensa o pouco destaque. A química presente na interação de Kaya e Dylan garantem um toque de romântico ao filme, mas não podemos classificá-lo como romance com grande cenas de ação, porque ele não é. Seu foco mesmo é a ação do incio ao fim e ele entrega isso com maestria, um ponto forte da produção. 

Ao contrário da construção dos protagonistas, um dos pontos fracos são os vilões. Senti falta de uma Ava Paige (Patricia Clarkson) mais malvada, com objetivos e motivações claros e mais presente. O que foi apresentado da personagem pode ser facilmente descartado sem interferir na história. Podemos então classificar Janson, vivido por Aidan Gillen, como o grande vilão no embate dos Clareanos e C.R.U.E.L mesmo não tendo uma grande motivação, que está presente na maioria dos vilões desse tipo de filme, mas nos minutos finais seu real objetivo fica mais evidenciado mesmo sendo um pouco raso demais para tudo o que foi construído durante a saga. 


Um outro ponto fraco: o longa cumpre seu papel com grande sequências de ação, mas peca ao não responder todas as perguntas apresentadas em "Correr ou Morrer" e "Prova de Fogo" e acaba inserindo mais elementos na história, que acabaram ficando sem explicações e mesmo sendo apresentado como uma conclusão para as adaptações dos livros de James Dashner, senti que o filme terminou com um grande cliffhanger. "A Cura Mortal" é um bom filme que entretêm e pode até ser visto por pessoas que não acompanharam os outros dois, pois dá pra entender e deduzir toda a história iniciada em 201. A estreia está agendada para quinta-feira dia 25 de Janeiro. Bom filme!



Classificação:
  







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