sexta-feira, 29 de junho de 2018

Os Incríveis 2 | CRÍTICA

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Em 2004 a Pixar lançou "Os incríveis" contando a história de uma família com super poderes que combate o crime, quatorze anos depois é lançada a aguardada sequência, "Os Incríveis 2" com a querida família Pêra em ação novamente, mas com sensações de Deja Vu. 

No longa, Helena é convidada a iniciar um pedido para a volta dos super heróis, já que uma lei os proíbe, consequência do primeiro longa, enquanto Beto vive um dia de cada vez cuidando de Violeta, Flecha e Zezé, que os superpoderes estão sendo descobertos. Um novo filme, um novo vilão e isso faz com que a missão sofra uma grande reviravolta, com um grande e mirabolante plano para acabar com o mundo, a família juntamente com Gelado se unem mais uma vez para salvá-lo. 

É impressionante a evolução que a animação sofreu ao longo desses anos e mais ainda o cuidado da produção de se manter fiel aos pequenos detalhes vistos no primeiro filme. E ele começa exatamente de onde parou, um ponto positivo visto que não houve um salto no tempo e pontas soltas a serem explicadas. Algumas cenas de ação são muito reais e fica a impressão de que não estamos assistindo uma animação, mas um live action. 



O visual do filme está insuportavelmente impecável e absolutamente sensacional, entretanto enquanto assistimos ficamos com uma sensação de deja vu, um sentimento de que já assistimos a história em algum lugar. O filme mistura ação e humor em uma combinação certa, mas parece que falta alguma coisa nova, pois parece que só inverteram os papeis dos dois protagonistas e mantiveram o enredo do primeiro filme como base na criação deste novo.

 É um filme bem divertido e para quem era/é fã da família Pêra, os quatorze anos de espera valem a pena e uma sensação boa de nostalgia invade quem assiste, entretanto pode decepcionar alguns com uma trama um pouco repetitiva. 

E é bem reconfortante ver o espaço que o protagonismo feminino está tomando com a história centrada na matriarca da família e mostrando que é importante ter mais personagens femininas e fortes, como Helena. Ressalvas para Edna, que novamente rouba a cena mesmo em sua pequena participação e se mostra mais uma vez uma personagem cativante e divertida. Por favor, façam um spin off dela!


Talvez o personagem favorito da grande maioria dos fãs e mesmo sem diálogos, Zezé é uma espécie de alivio cômico e é mais divertido que seus irmãos e tira boas risadas do público em sua jornada de descobrimento de seus poderes, mesmo que o público já saiba que ele possui superpoderes. 

"Os Incríveis 2" é um filme bem divertido feito para os fãs e para a família em que mostra mais uma vez o trabalho em equipe e a união dos Pêra partindo para a ação. E mesmo que a trama aparente ser repetitiva e reciclada, a franquia mostra que tem mais história para contar ao terminar do mesmo jeito que o filme de 2004, com um cliffhanger que novamente vai deixar os fãs mais fieis ansioso para um possível próximo filme. 


Avaliação:









Abraços:


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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Tom Raider: A Origem | CRÍTICA

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Lara Croft talvez seja uma das personagens de video game mais famosa da atualidade e ganhou ainda mais destaque depois dos filmes da franquia estrelados por Angelina Jolie no papel principal. Em "Tomb Raider: A Origem" a personagem ressurge na pele de Alicia Vikander e é mais uma tentativa de contar a história da musa dos games. 

É bem perceptível a repaginada que a personagem sofreu nesse novo longa, em que é apresentada mais "normal" para quem assiste. Ela rejeita a fortuna que herdou de sua família e aceita trabalhar como entregadora, pagar suas próprias contas e conseguir seu dinheiro. Outro ponto é que o lado mais sexy simbol de Corft foi deixado de lado, trazendo uma Lara mais contemporânea e um filme mais focado em suas cenas de ação do que no lado físico da personagem. 

Se o filme ganha ao trazer uma Lara Croft mais "gente como a gente", ele peca no roteiro. Ele oferece um vilão caricato e sem emoção, chegando a ser previsível em algumas sequencias ou até mesmo no filme inteiro, o roteiro investe muito no mais do mesmo ao invés de criar uma história mais cativante e envolvente. O trecho final apresenta uma sequência característica dos videos games, com desafios seguidos que precisam ser superados pela heroína. 



O longa ganha nos seus efeitos especias que, em algumas cenas estão impecáveis, ressalva para a cena em que Lara está em um avião a beira de uma enorme cachoeira. O figurino é uma grande referência para o clássico dos video games. Alicia Vikander se entregou para viver Lara Croft, tanto fisicamente quanto na atuação, que faz você quase ter certeza que ela realmente é Lara Croft por suas ações e gestos. 

No mais, chama a atenção com uma boa atuação da protagonista e ótimos efeitos visuais, "Tomb Raider: A Origem" tinha tudo para entregar um grande filme de origem de uma personagem icônica ao inovar e criar novos plots, mas ele cai no dilema do mais do mesmo e se torna mais um filme de Lara Croft, apesar disso é um bom filme para conferir e conferir Alicia Vikander na pele da musa digital! E a cena final faz uma grande referência ao icônico par de armas da personagem e apresenta, aparentemente, um gancho para novos filmes. 

Avaliação:





Abraços,


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Os Estranhos 2: Caçada Noturna | CRÍTICA

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"Os Estranhos" é um tenso filme de suspense lançado em 2008 estrelado por Liv Tyler e Scott Speedman, em que um casal é atormentado por algumas pessoas que invadiram sua casa e tentam matá-los. Apesar de parecer uma continuação, "Os Estranhos 2: Caçada Noturna", lançado dez anos depois do primeiro,  funciona mais como um reboot do que continuação, sendo a única diferença é que quem é perseguido por pessoas mascaradas é uma família e não um casal. 

Cindy e Mike estão para colocar sua filha mais nova, Kinsey, em um internato, então eles decidem fazer uma viagem em família para entender melhor os problemas dela e passar um momento bom em família juntamente com o filho mais velho do casal, Luke. Cindy tem um tio que administra uma especie de acampamento de trailers e é lá que a família decide descansar na metade do caminho. Eles encontram o lugar completamente deserto e vão para o trailer reservado para eles, mas o terror está a uma batida na porta de distância. 



Assim como no filme de dois mil e oito eles são atormentados por um pequeno grupo de pessoas com mascaras bizarras e atitudes brutais e assassinas. O roteiro ser perde no desenvolvimento da trama que depende dos erros dos protagonistas para que os sanguinários consigam atingir seu objetivo. Sendo assim, é impossível não se irritar com algumas situações em que os protagonistas se colocam, indo da clássica caída no chão a ficar de costas para seu assassino que você tem certeza que está ali te esperando e demorar a falar o que está acontecendo para alguém que possa ajudar. 

É um filme que não coloca interesse a quem assiste, sendo mais do mesmo e não inova no enredo. É bem previsível e você se pega várias vezes falando que sabia que isso iria acontecer ou quem vai morrer primeiro, deixando de aproveitar o filme para ficar tentando adivinhar o que acontece em seguida. Em relação ao primeiro, "Caçada Noturna" não apresenta um roteiro que faz o espectador tenso, é um roteiro desinteressante e cai na mesmice, sendo notável a falta de originalidade no enredo e na construção dos personagens, Bailee Madison é a típica garota adolescente rebelde e problemática e Lewis Pullman é o irmão mais velho exemplar jogador de beisebol. 

Com sustos muitas vezes forçados, vale mais a pena assistir ao filme com Liv Tyler do que perder tempo conferindo a história sendo repetida e sem grandes novidades, é apenas mais um filme de suspense, é bem esquecível. 


Avaliação: 


Abraços, 



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quarta-feira, 14 de março de 2018

Com amor, Simon | CRÍTICA

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"Com amor, Simon" é a adaptação para os cinemas do livro "Simon vs. a agenda do Homo Sapiens" da escritora americana Becky Albertalli. O filme, uma comédia romântica, apesar do tom leve traz uma responsabilidade de dar voz a um assunto pouco tratado nos filmes, que é a descoberta da homossexualidade na adolescência e a fase de se assumir para os amigos e para a família. 

Vamos acompanhar a história de Simon, um garoto com a vida totalmente normal, mas tem um detalhe: ele é gay e ninguém sabe. Simon começa a trocar emails com um colega de escola, o Blue, que recentemente se assumiu gay para a escola anonimamente e acaba se apaixonando por ele, mas nenhum dos dois sabe quem é o outro. A partir daí acompanhamos a jornada de Simon para descobrir quem é o garoto por quem se apaixonou pelos emails e o medo que sente de ser exposto antes que esteja preparado. 

O filme é voltado para o público jovem e ele acerta em cheio ao mostrar um tom leve a perspectiva de um jovem que tenta se encaixar e é totalmente real tratando assuntos delicados e que muitas vezes é tratado de uma forma pesada e sendo visto como tabu. Em Com amor, Simon isso não acontece, o roteiro de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger é sutil ao tratar esses temas do cotidiano de uma forma aberta e mostrando a realidade, trazendo também alguns dramas e angustias clichês, mas aqui o principal é a pressão de ser gay e a angustia de como e quando contar para a família e para os amigos, mas apesar da grande carga emotiva que carrega o roteiro consegue lidar de uma forma leve mostrando que o jovem em nenhum momento tem vergonha de si ou medo da rejeição da família, é completamente o oposto porque ele está se descobrindo e quer fazer as coisas quando achar que deve e quando estiver totalmente preparado para isso. 


O elenco é outro fator crucial para o filme dar certo, é um elenco diversificado, divertido e faz com que os jovens se identifiquem com os acontecimentos mostrados no longa. Nick Robinson traz uma performance carismática, carregada de uma emoção que foi passada para o personagem excepcionalmente bem. Destaque para Jennifer Garner e Josh Duhamel que interpretam os pais do protagonista e cumprem o papel no quesito de emocionar o público. Um outro acerto do longa é a direção de Greg Berlanti, não tendo muitos exageros e de uma forma delicada cumpre o que promete e entrega uma comédia romântica fora dos padrões. 

O humor presente no filme está na medida certa e mescla perfeitamente com o drama e com um pequeno toque de suspense que a produção usou para prender a atenção do público em relação a identidade de Blue até o final do longa. Esse suspense usado, mesmo sendo pouco foi crucial para torna a adaptação divertida no ponto certo e de alguma forma faz com que o público sinta que está participando da história de Simon ao tentar, junto com ele, descobrir a identidade secreta de Blue. 

Quando o filme chega ao seu ápice em seu terceiro ato, a carga emocional se intensifica mostrando que o amor é genuíno e principalmente, puro. Com amor, Simon nos faz refletir também sobre a tolerância e compaixão. Mas como todo filme, o longa também traz alguns pontos negativos consigo mesmo que seja pouco, pecando ao tentar comparar a vida amorosa dos melhores amigos de Simon com a angustia que ele enfrenta durante todo o enredo. 



Com amor, Simon é um longa que carrega uma grande mensagem e vem positivamente para os jovens que lutam diariamente contra a opressão, a angustia e os pensamentos negativos de estar no armário na adolescência. Mostra também que esses jovens não precisam se sentir sozinhos e não precisam se envergonhar de quem são, o amor está aí para todo mundo e o mundo do cinema está cada vez mais corajoso ao retratar filmes com a temática LGBTQ de uma forma leve e totalmente voltado para o público jovem ao contrário de muito que retratam essa temática em filmes muito "cabeça" para os jovens e muitas vezes de uma forma pesada. 

É um filme importante para os jovens que se identificam com a história de Simon e mais importante ainda para os adultos, e pais de jovens LGBTQ, para que possam compreender essa angustia vivida pelos filhos. Vale a pena se assistido e levar para a vida a reflexão que o longa nos faz ter no decorrer da história. 

"Todo mundo merece uma grande história de amor". 

Nota:










Com amor, 

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Maze Runner: A Cura Mortal | CRÍTICA

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"A Cura Mortal" marca o épico final de mais uma saga que se passa em um futuro distópico, sucesso entre os jovens. Continuando de onde o anterior terminou, o longa promete mostrar Thomas, Newt, Teresa e demais amigos da Clareira em seu conflito com C.R.U.E.L, a organização que colocou todos eles no labirinto. Dirigido por Wes Ball e estrelado por Dylan O'Brien, Thomas Brodie-Sangster e Kaya Scodelario o filme também promete trazer algumas respostas para as perguntas deixadas nos antecessores. 

O longa já começa com uma sequência de ação de tirar o fôlego em uma perseguição a um trem para resgatar alguns companheiros, incluindo Minho. A partir dessa cena já podemos ter uma pequena noção de como o filme vai seguir nos próximos minutos, frenético e cheio de ação e ele realmente não peca nesse sentido, como em outras sequências em que um ônibus é suspenso no ar e pulos de prédios de mais de vinte andares. 


O protagonista é o astro Dylan O'Brien, mas temos que dar um maior destaque para seu companheiro de elenco Thomas Brodie-Sangster que interpreta o melhor amigo, Newt tem mais cenas nesse longa e acompanha Thomas em qualquer lugar que ele vá. Outro personagem que merece um destaque maior é Brenda, interpretada por Rosa Salazar, que protagoniza grandes cenas de ação. Já Teresa é uma personagem que tem pouco destaque em comparação aos anteriores, com poucos diálogos e alguns vazios mas que na sequência final compensa o pouco destaque. A química presente na interação de Kaya e Dylan garantem um toque de romântico ao filme, mas não podemos classificá-lo como romance com grande cenas de ação, porque ele não é. Seu foco mesmo é a ação do incio ao fim e ele entrega isso com maestria, um ponto forte da produção. 

Ao contrário da construção dos protagonistas, um dos pontos fracos são os vilões. Senti falta de uma Ava Paige (Patricia Clarkson) mais malvada, com objetivos e motivações claros e mais presente. O que foi apresentado da personagem pode ser facilmente descartado sem interferir na história. Podemos então classificar Janson, vivido por Aidan Gillen, como o grande vilão no embate dos Clareanos e C.R.U.E.L mesmo não tendo uma grande motivação, que está presente na maioria dos vilões desse tipo de filme, mas nos minutos finais seu real objetivo fica mais evidenciado mesmo sendo um pouco raso demais para tudo o que foi construído durante a saga. 


Um outro ponto fraco: o longa cumpre seu papel com grande sequências de ação, mas peca ao não responder todas as perguntas apresentadas em "Correr ou Morrer" e "Prova de Fogo" e acaba inserindo mais elementos na história, que acabaram ficando sem explicações e mesmo sendo apresentado como uma conclusão para as adaptações dos livros de James Dashner, senti que o filme terminou com um grande cliffhanger. "A Cura Mortal" é um bom filme que entretêm e pode até ser visto por pessoas que não acompanharam os outros dois, pois dá pra entender e deduzir toda a história iniciada em 201. A estreia está agendada para quinta-feira dia 25 de Janeiro. Bom filme!



Classificação:
  







                                                                                                                                Até mais:

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Red Hill da Jamie McGuire

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   Oulá você do outro lado! Eis que temos mais uma resenha no blog, a PRIMEIRA de 2018!! Dessa vez, trago aqui um livro da mesma autora de 'Belo Desastre', a Jamie McGuire, que pasmem não é tão hot como a série dos Irmãos Maddox. Jamie nos leva no caminho mais leve de um apocalipse zumbi: o encontro de um novo e mais feliz começo. Então bora conferir essa história aí? 


   O livro segue a narração de três personagens (Scarlet, Nathan e Miranda). Todos com seus dramas particulares à beira do colapso mundial. Enquanto Scarlet trabalha no hospital e tinha acabado de deixar suas duas filhas na escola, Nathan está em um casamento falido com uma mulher que não o ama e Miranda está indo em direção ao rancho do pai para o fim de semana ao lado da irmã Ashley e seus respectivos namorados. 

   Alternando entre os três, ficamos sabendo como o destino os entrelaça e quais são seus obstáculos e desafios para chegar no lugar mais seguro de todos durante o apocalipse: o racho Red Hill. Separada de suas duas filhas, Scarlet não pensa duas vezes antes de fazer o for preciso para elas chegarem ao rancho seguras; Nathan só pensa em levar sua pequena filha Zoe para um lugar seguro; Miranda e seus amigos só querem chegar ao rancho e se sentir seguros ao lado do pai. 

   Jamie McGuire consegue criar uma atmosfera tensa e acelerada nessa história, o leitor fica  ávido para saber o que acontece no capítulo seguinte, como esses personagens vão conseguir sobreviver por mais um dia em um mundo já totalmente diferente do que conheciam. Os personagens são cativantes e nenhum fica apagado ou esquecido de lado, todos possuem uma característica que marca cada um individualmente. 

   Scarlet é a 'líder' do grupo. Não pensa muito antes de tomar suas atitudes e não se abate muito com opiniões sobre seus atos; Nathan é o 'paizão', aquele que sempre quer proteger a todos e manter a ordem; já Miranda é a típica personagem movida especialmente pelas emoções. Juntos, todos tentam limpar o mundo à sua volta do terrível vírus que dizimou aquilo que antes já fora seus lares. 


   A narrativa do livro é leve e nem um pouco desgastante, muito pelo contrário, sempre deixa um gostinho de quero mais para o leitor. A autora conduz a história de forma eficiente e astuta, apenas no início pode parecer um pouco confusa em relação a cronologia dos acontecimentos, mas logo retoma o ritmo e não o deixa cair novamente. Quem é fá das história de fim do mundo, essa é mais do que uma recomendação. Não envolve muito suspense nem tramas mirabolantes igual outras, mas com certeza deixa sua marca depois da última página. 

Até logo, 
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A Noiva Fantasma de Yangsze Choo

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   Oulá você do outro lado! Hoje trago a resenha de um livro que narra a história de uma menina, a Li Lan, baseada e com uns leves toques nas crenças chinesas de casamento fantasma e vida após a morte. Escrito pela autora Yangsze Choo, o livro foi lançado no Brasil pela editora Darkside Books e possui uma maravilhosa edição por aqui. Confiram a resenha!

  Final de 1800. Li Lan é filha de uma tradicional família de comerciantes na cidade de Malaia, em Malaca. Nunca passou grandes dificuldades financeiras, sendo sua família uma das mais respeitadas na região. Até que uma terrível doença assola a família e acaba por levar a mãe e o avô de Li Lan. E, apesar de ela e do pai também terem ficado doentes, ambos se recuperaram com cicatrizes: enquanto ele ficou com o rosto deformado, ela apenas tivera uma pequena marca atrás da orelha. 

   Por conta disso, a família entrou em um grave período de miséria, à beira da falência. O pai de Li Lan viciou no ópio, foi ludibriado por colegas de trabalho e não consegue manter mais as finanças da casa. Tudo muda quando a poderosa família de Lim Tian Ching, a mais rica de Malaia, oferece uma proposta de casamento a Li Lan. Porém um detalhe: Lim Tian Ching está morto. Com esse casamento, toda a situação financeira da família de Li Lan estaria resolvida. Mas ser uma noiva fantasma não é uma opção muito agradável para ela, especialmente depois de conhecer o primo do finado, Tian Bai. 

   O livro não é um terror, como pode parecer pela capa. A autora pegou elementos da cultura malaia, da qual é descendente, e inseriu na história de Li Lan, como o casamento fantasma, muito comum na época, e as crenças de vida após a morte. O que casou perfeitamente em toda a credibilidade e sentido da história. A leitura flui de maneira natural e sem deixar o leitor cansado com todas as informações colocadas na história. 

   Os personagens são cativantes. Li Lan é a típica garota criada em casa, não tendo muita noção do mundo que a cerca e muitas vezes carregando uma certa ingenuidade de quem nunca saiu de casa sozinha em dezessete anos. Sua Amah (criada ou babá) é uma das personagens mais marcantes do  livro, com seu espírito materno e protetor com a jovem Li Lan. Em sua jornada a garota encontra muitos outros seres, o que pode confundir o leitor às vezes, pela grande quantidade de personagens presentes. No entanto a autora soube inserir o tempo certo para cada um entrar e sair da história de Li Lan. 

   A narrativa é lenta, mas não prejudica a leitura. Às vezes é até positivo, uma vez que quem está lendo pode parar e digerir o que foi lido sem a sensação de estar perdido ou, até, de estar prejudicando sua leitura. É um livro surpreendente e recomendável, sim. Para quem gosta da cultura antiga e para quem quer conhecer, é uma ótima sugestão. =) 



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