Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Mulher Maravilha: Sementes da Guerra - Leigh Bardugo

,








Ficha Técnica 

Título original: Wonder Woman Warbringer 
Autor: Leigh Bardugo 
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-804-1746-3
Edição:
Ano: 2017






Em Sementes da Guerra, acompanhamos a história de Diana antes de se tornar a Mulher Maravilha, uma adolescente de 17 anos que quer impressionar suas irmãs amazonas e principalmente sua mãe Hipólita, pois mesmo sendo filha de uma rainha Diana está em desvantagem na ilha, é a única que não é uma amazona e considerada a mais fraca entre elas. Todas já foram testadas em batalha, já recorreram à Atena no leito da morte. 

Criada diretamente do barro e concedida à vida por Zeus, muitas ainda a consideram uma criança e inapta a se tornar uma amazona, inclusive pela general das amazonas Tecmessa, por quem tem uma pequena rixa. Diana está se preparando para mostrar seu valor em uma maratona, ela sabe que consegue vencer e mostrar que é uma delas. Mas é durante essa maratona que ela escuta pedidos de socorro e se depara com um naufrágio e mesmo sabendo que abandonar a competição teria suas consequências, ela parte para tentar salvar quem ainda estava vivo. Ela salva Alia, a única sobrevivente desse terrível naufrágio. 

Diana a leva para a ilha, mesmo sabendo que é totalmente proibido a entrada de um forasteiro. Ela entra então em um dilema, pois sabe que deixar um inocente para morrer é algo abominável pelas amazonas. Diana acaba descobrindo que Alia é uma semente da guerra, descendente de Helena de Troia, e o caos o acompanha para todos os lugares e sua presença na ilha se torna perigosa já que uma grande guerra acontece quando uma semente da guerra completa uma determinada idade. 

Diana sabe que precisa tomar uma decisão, pois o mundo dos homens e até mesmo Temiscira corre um grande perigo. Ela então pede conselhos para o oráculo e percebe que algo muito sombrio está por vir e que Alia é uma ameaça para a humanidade. Diana precisa enfrentar o mundo dos homens e as sementes da guerra, que há muito tempo assolam o mundo. 


O livro nos apresenta uma personagem já bastante conhecida e adorada por muitos, talvez uma grande pressão de contar uma história diferente sem cair no clichê, mas Leigh Bardugo consegue construir uma narrativa cativante e interessante para Diana. É um período anterior a ela se tornar a Mulher Maravilha, mas não é um livro de origem o que agrega muito a história sem perder tempo de recontar a origem da heroína.  

A trama construída pela autora é muito criativa e mescla momentos históricos e mitológicos aos atuais sem ficar chato ou estagnar a leitura, ela soube escrever de forma a criar uma aventura bastante envolvente e inovadora. Leigh tinha em suas mãos um grande desafio de criar uma história que seja digna da personagem, mas que mantivesse sua grandeza e inocência e o fato de nos ser apresentada uma Diana sem conhecimentos de suas forças e enfrentando dúvidas de suas irmãs, apenas uma amazona jovem e inexperiente, mostra que ela conseguiu vencer esse desafio. A autora conseguiu mantar a essência da personagem e as características originais dela. 

Um outro acerto da autora foi que ela soube usar a diversidade de gênero e raça com a normalidade que são e parece que os personagens foram criados de forma que pareçam reais, fogem dos padrões da sociedade. A construção de todos os personagens foi um acerto na trama, contribuindo para a fluidez da leitura. 

O foco da narrativa não é o suspense, mas Leigh conduz uma escrita que faz com que o leitor fique se  perguntando a cada fim de capitulo o que está por vir e quando achamos que a trama está caminhando para um lado, na verdade ela está indo para o lado oposto. As reviravoltas no final prendem a atenção do leitor até o último ponto final nos envolvendo ainda mais e o final surpreendente deixa um gostinho de quero mais, porém a reta final do livro foi um pouco apressada e rápida demais, Leigh entrega um final corrido demais com muitas coisas para digerir, talvez um dos poucos pontos negativos que encontrei. 

Portanto, é um bom livro para ser lido pelos adoradores de heróis e ideal para os fãs ou também para quem deseja iniciar uma aventura nesse mundo de super heróis. Deem uma chance para essa história, garanto que vão se surpreender. 


Avaliação:









Até mais,




Read more →

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A Noiva Fantasma de Yangsze Choo

,
   Oulá você do outro lado! Hoje trago a resenha de um livro que narra a história de uma menina, a Li Lan, baseada e com uns leves toques nas crenças chinesas de casamento fantasma e vida após a morte. Escrito pela autora Yangsze Choo, o livro foi lançado no Brasil pela editora Darkside Books e possui uma maravilhosa edição por aqui. Confiram a resenha!

  Final de 1800. Li Lan é filha de uma tradicional família de comerciantes na cidade de Malaia, em Malaca. Nunca passou grandes dificuldades financeiras, sendo sua família uma das mais respeitadas na região. Até que uma terrível doença assola a família e acaba por levar a mãe e o avô de Li Lan. E, apesar de ela e do pai também terem ficado doentes, ambos se recuperaram com cicatrizes: enquanto ele ficou com o rosto deformado, ela apenas tivera uma pequena marca atrás da orelha. 

   Por conta disso, a família entrou em um grave período de miséria, à beira da falência. O pai de Li Lan viciou no ópio, foi ludibriado por colegas de trabalho e não consegue manter mais as finanças da casa. Tudo muda quando a poderosa família de Lim Tian Ching, a mais rica de Malaia, oferece uma proposta de casamento a Li Lan. Porém um detalhe: Lim Tian Ching está morto. Com esse casamento, toda a situação financeira da família de Li Lan estaria resolvida. Mas ser uma noiva fantasma não é uma opção muito agradável para ela, especialmente depois de conhecer o primo do finado, Tian Bai. 

   O livro não é um terror, como pode parecer pela capa. A autora pegou elementos da cultura malaia, da qual é descendente, e inseriu na história de Li Lan, como o casamento fantasma, muito comum na época, e as crenças de vida após a morte. O que casou perfeitamente em toda a credibilidade e sentido da história. A leitura flui de maneira natural e sem deixar o leitor cansado com todas as informações colocadas na história. 

   Os personagens são cativantes. Li Lan é a típica garota criada em casa, não tendo muita noção do mundo que a cerca e muitas vezes carregando uma certa ingenuidade de quem nunca saiu de casa sozinha em dezessete anos. Sua Amah (criada ou babá) é uma das personagens mais marcantes do  livro, com seu espírito materno e protetor com a jovem Li Lan. Em sua jornada a garota encontra muitos outros seres, o que pode confundir o leitor às vezes, pela grande quantidade de personagens presentes. No entanto a autora soube inserir o tempo certo para cada um entrar e sair da história de Li Lan. 

   A narrativa é lenta, mas não prejudica a leitura. Às vezes é até positivo, uma vez que quem está lendo pode parar e digerir o que foi lido sem a sensação de estar perdido ou, até, de estar prejudicando sua leitura. É um livro surpreendente e recomendável, sim. Para quem gosta da cultura antiga e para quem quer conhecer, é uma ótima sugestão. =) 



Read more →

terça-feira, 30 de maio de 2017

Antes que eu vá | CRÍTICA

,


Uma das recentes estreias do cinema foi a adaptação do livro da Lauren Oliver, "Antes que eu vá". Dirigido por Ry Russo-Young e estrelado por Zoey Deutch o filme vem na onda de adaptações de livros de drama que fizeram muito sucesso entre o público juvenil como "A Culpa é das Estrelas" e "Se eu ficar". Ele também tem um pouco do recente lançamento da Netflix, "Os 13 porquês", pois aborda o bullying do ponto de vista de quem pratica e não da vítima. 

Em "Antes que eu vá" vamos acompanhar a história da jovem Samantha Kingston (Deutch), uma garota que tem de tudo: o namoro perfeito, amizade incríveis, a popularidade na escola, uma família feliz e rica. Ela e seu grupo de amigas tiram sarro dos "esquisitos" da escola e implicam com eles o tempo inteiro e possuem preocupações muito fúteis, mas tudo muda para Kingston depois de um acidente fatal. 

Sam passa a acordar sempre no mesmo dia, vivendo sua morte repetidas vezes. De inicio ela não entende o que está acontecendo e demora um pouco para que isso aconteça, mas a partir desse momento ela começa a perceber como suas ações podem afetar a vida de outra pessoas, seja indiretamente ou diretamente , assim como pode afetar a vida de si própria e passa por uma batalha interna que determinará seu futuro.

A transição da personagens e suas reflexões são partes importantes do longa, passando boas mensagens para quem assiste. Zoey Deutch entrega uma das melhores atuações de sua carreira até agora, depois de protagonizar o fracassado "Academia de Vampiros" a sua interpretação de Samantha é um dos pontos altos do filme, conseguindo transmitir para o público todas as emoções e sentimentos da personagem.

O que não funcionou no longa foi o fato de deixarem de fora a explicação do porque desse looping que a personagem enfrenta, não sei se é desse jeito no livro também, mas esperava que no final uma explicação fosse dada e não ficasse um pouco de dúvida depois que as luzes se acenderam na sala do cinema. Por falar em final, o filme entrega um que deixa a desejar, em que o público fica sem entender se o filme realmente acabou ou se tem mais cenas por vir. Mas mesmo assim, "Antes que eu vá" consegue passar boas mensagens, faz refletir e ensina uma boa lição de moral sobre a vida. Um bom filme para assistir em família e para pensar nas atitudes que tomamos durante nossa vida. 

Avaliação:







Até mais, 

Read more →

domingo, 11 de dezembro de 2016

CRITICA | O Vendedor de Sonhos

,

Adaptação do livro de Augusto Cury, O Vendedor de Sonhos, estreou nos cinemas na última quinta-feira (8), dirigido por Jayme Monjardim e estrelado pelos atores Dan Stulbach, César Troncoso e Thiago Mendonça. Vamos acompanhar a história de Julio César (Stulbach), um psicologo renomado que está decepcionado com a vida e tenta o suicido, mas é impedido de cometer tal ato por um mendigo, conhecido como Mestre (Troncoso). Uma amizade cresce entre a dupla e passam a tentar salvar pessoas ao apresentar um novo caminho para se viver.


Todos sabem que os livros de Cury seguem uma linha de auto-ajuda, autoconhecimento e principalmente, são reflexivos. Então podemos dizer que o grande protagonista da história são os diálogos entre os personagens, já que é inteiramente estruturados com frases de efeito a todo instante, a prioridade é abrir espaço para que o discurso ganhe destaque. Mas, também podemos citar algumas partes que não se encaixam, que estão ali para preencher tempo de tela.



Um ponto positivo do filme é a fotografia presente que, além de estar impressionante, mostra o contraste do luxo e da pobreza da cidade de São Paulo de um jeito muito bem pensado, tendo um papel importante para impulsionar a narrativa do longa. A trilha sonora também encaixa perfeitamente na história, sendo que em algumas cenas ela apareça para tirar algumas lágrimas dos espectadores.

Em relação ao elenco, podemos dizer que o ator César Troncoso rouba a cena como o Mestre, ele consegue emocionar com a palavras que saem de sua boca, que parecem que é ele quem realmente está dizendo e não um roteiro sendo seguido. Já o personagem de Dan Stulbach não cativa muito quem está assistindo, mas tem sua importância dentro da história, apesar de que depois de tentar suicidar não tenha outra cena grandiosa.

A narrativa da história acontece em duas partes, o passado e o presente. É um filme que se propôs a colocar em imagens o discurso de Augusto Cury. Os discursos do Vendedor de Sonhos com certeza irá tocar o espectador, nos fazendo refletir e pensar nas nossas ações e na vida que cada um leva e é impossível não se identificar. Esse é um filme que faz você sair da sala do cinema querendo ser uma pessoas melhor e querer fazer mais.







Read more →

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Como eu era antes de você - de Jojo Moyes

,






FICHA TÉCNICA:
Título: Como eu era antes de você
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-805-7329-9
Edição:
Número de páginas: 320
Ano:2013







Louisa Clark tem 26 anos leva uma vida comum e não possui muitas ambições. Ela mora em uma pequena casa com seus pais, sua irmã Katrina, seu sobrinho pequeno e seu avô, que precisa de cuidados redobrados depois de ter sofrido um derrame. Há sete anos ela mantem um relacionamento com Patrick, um triatleta que aparentemente só tem olhos para o esporte e para sua carreira do que para ela. Lou trabalha em um café há vários anos e adora o que faz, sabe que precisa do dinheiro para ajudar no sustento da família, mas seu chefe, Frank, resolve fechar o estabelecimento e por consequência Louisa perde o emprego que teve por tanto tempo.

Com Lou desempregada, sua família começa a ficar preocupada de que seu pai também perca o emprego, por conta da recessão na Inglaterra. Louisa precisa achar outro emprego, e urgente, mas sua falta de formação de anos trabalhando no café não favorecem na sua experiência profissional. Até que uma oportunidade aparece, uma entrevista de emprego como cuidadora de um deficiente. O salário alto e um contrato de apenas seis meses chamou sua atenção, mesmo sabendo que não leva jeito para essa área.

"Ninguém quer saber que ás vezes me sinto claustrofóbico estando nesta cadeira que tenho vontade de gritar feito louco só de pensar em passar mas um dia assim."

Louisa imaginou que o trabalho seria cuidar de um senhor de idade que precisa de cuidados, mas acaba descobrindo que iria trabalhar para Will Traynor, um homem de 35 anos bonito, bem sucedido e inteligente. E bem mal humorado. Antes de seu acidente, Will era um jovem bem ativo, viajava pelo mundo por conta de seu trabalho, praticava vários esportes e tinha muitas mulheres a seus pés. Mas o acidente o deixa em uma cadeira de rodas com os movimentos do corpo bem limitados. Contrario de tudo o que era.

Ele não vê mais sentido em viver daquele jeito, dependendo de todos para fazer qualquer coisa, sem poder fazer nada por sua própria conta e faz questão e mostrar sua infelicidade e sua dor em viver com as várias limitações. Mas com a chegada de Louisa, Will não esperava que sua vida iria mudar. Em apenas seis meses, a vida desses dois jovens iria mudar e eles não esperavam por isso. Lou irá tentar de tudo que está ao seu alcance para mostrar a Will que sua vida vale a pena, que sua vida pode melhorar. E ele fará o mesmo por ela.

"Não consegui ver sua boca, mas seus olhos se apertaram, um pouco divertidos. Eu queria que continuassem assim. Queria que ele fosse feliz, que seu rosto perdesse aquele ar assustado e alerta. Comecei a tagarelar. Contei piadas. Cantarolei baixinho. Fiz de tudo para estender o momento antes que ele voltasse a ser sombrio." 


Eu não tinha lido nada da autora até então e me surpreendi. Fiquei receoso de não gostar da obra antes de iniciar a leitura por sempre ouvir vários elogios positivos sobre o livro, mas eu gostei bastante do enredo. Um enredo que consegue emocionar o leitor, que o faz refletir em diversos momentos da história, que mostra as limitações e as dores pelo qual um tetraplégico tem que passar de uma forma bem clara, fácil do leitor compreender.

Eu adorei a personalidade de Louisa, com seu jeito divertido, excêntrico, único e despreocupado. Jojo consegue nos mostrar de forma clara o amadurecimento pelo qual Lou passa durante o livro. Em algumas passagens eu me pegava dando algumas gargalhadas por conta de nossa protagonista. Em um primeiro momento eu não gostei muito de Will, inteligente mas rabugento, deprimido e infeliz, que faz questão de irradiar sua tristeza e infelicidade para todos. Eu gostei muito como a amizade dos dois começou com o pé esquerdo, ele fazendo de tudo para irritá-la e a tirar do sério e ela sempre irradiando alegria e felicidade para  ambiente, mas aos poucos com a convivência do dia a dia eles começaram a se entender e formar uma bela amizade.    

Em relação aos outros personagens, eu posso dizer que não gostei muito da família de Louisa. Não achei justo os pais deixarem para ela a preocupação de ter que sustentar a família, o pai ajudava um pouco, mas a maior parte vinha de Lou. A irmã, Katrina, é bem egoísta, "roubando" o quarto da irmã e a obrigando a ficar em um quartinho bem apertado e partindo para a faculdade e deixando ainda mais obrigações em cima do ombro de Louisa. Com essas atitudes da família, para mim, consequentemente acabou fazendo com que a protagonista não tivesse ambições nenhuma e sempre com a preocupação de ser o principal sustento da família.

Will pretende ajudar Louisa enxergar que está deixando a vida passar, deixando de fazer diversas coisas para aproveitá-la e que ela precisa ampliar seus horizontes, que ela cresça e mude. Esse também é o papel dela, de fazê-lo enxergar o sentido na vida novamente, de fazê-lo enxergar que ele pode ser feliz com a limitações de ser um tetraplégico, que a vida dele vale a pena. E juntos, eles vão descobrir o amor de uma forma bonita e sutil, além do que o destino reserva para eles.

Apesar de ter achado a história bonita, ela também traz um assunto polêmico. Muitos tetraplégicos acham a razão de viver feliz e bem com as limitações, outros não. E esse é o caso de Will. Ele não se sente feliz, não é alegre com a vida que tem após o acidente. Ninguém deveria julgá-lo, ninguém está sentindo o que ele está, ninguém pode lhe dizer que ele deve seguir em frente, que ele pode ser feliz, que ele pode encontrar a razão de continuar vivendo, mesmo estando sujeito a pneumonias bem fortes, dores que o fazem sofrer e o corpo que não o responde mais, com poucos movimentos que consegue realizar sem ajuda de ninguém. Eu o entendo e concordo com o discurso de que toda vida vale a pena, mas se alguém não vê sentindo em viver mais, ainda mais na condição de Will, que sabe que nunca mais vai se recuperar, não acho justo o criticarem ou ficarem revoltadas por ele tentar se matar, qual o sentido de continuar vivendo, mas não conseguir viver? De ser infeliz, mas vivo?  Quem está sendo o verdadeiro egoísta, nós ou ele?

Jojo consegue fazer com que enxerguemos o outro lado da mesma moeda, o de Lou. Que quer acreditar com todas as forças de que Will consegue sair dessa, que a vida dele vale a pena, acredita que ele tem os recursos necessários para ter uma vida melhor. Mas ela sabe que não tem cura, mas está disposta a mostrar a Will que mesmo assim ele pode sair e viajar o mundo, que ele pode aproveitar passeios e principalmente, acredita que ele pode voltar a ser feliz, que pode voltar a querer viver. Louisa quer mostrar a Will que ele pode ser feliz novamente, mas Will tem o mesmo objetivo: de mostrar a Lou como aproveitar a vida e não perder oportunidades.

Uma história de amor que nos faz refletir, que faz com que nos coloquemos na situação de Will. Uma história de coragem, de recomeços e fazer a vida valer a pena. E principalmente, uma história que fala de dor e enfrentar as dificuldades. Um livro divertido, reflexivo e com uma história linda, não sei porque eu esperei tanto para ler e recomendo que todos que não conhecem ainda, leiam, vocês não vão se arrepender. Leitura recomendada.

E se ainda não viu, clique aqui para conferir nossa critica sobre o filme "Como eu era antes de você", a adaptação do livro que estreou em Junho de 2016.


Avaliação:





Até a próxima,


Read more →

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

CRITICA | O Lar das Crianças Peculiares

,

Adaptação da obra de Rason Riggs, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, (29) dirigido pelo aclamado diretor Tim Burton. Seguindo o mesmo enredo do livro, o longa acompanha Jacob Portman (Asa Butterfield), um garoto comum que passou sua infância ouvindo as incríveis histórias de seu avô Abe Portman (Terence Stamp) sobre monstros o perseguindo, o orfanato em que viveu ao lado de crianças que eram especiais, peculiares. Após presenciar a morte de seu avô de uma forma misteriosa e incomum, Jake entra no mundo de Abe e parte para o lugar que fez parte de sua infância, O Lar das Crianças Peculiares para descobrir mais sobre o misterioso avô. Vivem lá, Emma (Ella Purnell), Alma Peregrine (Eva Green), Claire (Rafiella Chapman) e outras crianças que possuem habilidades especiais. ou peculiaridades, de acordo com a nomenclatura que Riggs gosta de dar.

É claro que como em toda adaptação mudanças irão acontecer, prática bem comum no universo cinematográfico atual (assim como adaptar livros para as telonas). São comuns, desde que não prejudiquem ou afetem a base do enredo. Nesse caso, apesar de algumas não mexerem com o funcionamento do filme outras já prejudicam todo o enredo de O Lar das Crianças Peculiares. Podemos tirar como exemplo o vilão Barron vivido por Samuel L. Jackson, prejudicado pelo roteiro que o deixou menos interessante, perdendo consistência durante o longa e se tornando um vilão menos grandioso, ao contrário do que prometia.


De início tudo é apresentado ao espectador de forma apressada, e em certos momentos fica confuso e algumas cenas não se encaixam. A pressa por levar o longa para pontos importantes e mais interessantes prejudicou alguns dos relacionamentos, que seriam essenciais para o enredo, deixando-os rasos, muitas vezes sem sentido e sem importância. Tirando como exemplo o relacionamento de Jake e Abe, que no livro é a isca para nos puxar por todo o universo dos peculiares enquanto no filme essa essência foi retirada.

Um fato positivo do filme são os figurinos, que remetem bem à época em que é ambientada no filme. principalmente o da Srta. Peregrine que lembra uma ave, lembrando sua peculiaridade.

Ao mesmo tempo que as cenas com as crianças conseguem cativar o espectador, as que envolvem os vilões deixam a desejar, com atitudes muitas vezes rasas e menos interessantes. As lutas começam de uma forma excelente, mas vão perdendo o sentido e não convence com as sequências que foram apresentadas anteriormente; como por exemplo: um dos monstros consegue quebrar uma parede inteira e depois não consegue passar por uma porta de madeira.

Apesar de sequências sem sentido e personagens traídos pelo roteiro, o longa ficou fiel à história original, as mudanças feitas não afetaram muito a fidelidade no filme apresentado. A trilha sonora também facilita para quem assiste entrar no clima da história. O Lar das Crianças Peculiares tinha um grande potencial, mas por possuir vilões fracos e rasos deixou a desejar. O filme em si não é ruim e nem de todo o mal, mas em comparação ao livro poderia ser melhor. Até em comparação com ele mesmo, se os vilões tivessem atitudes melhores e o início um pouco menos apressado, poderia prender mais o espectador. É um filme bom para os fãs de Tim Burton, mas os amantes da obra e aqueles que leram o livro ficarão decepcionados ou estranhar os vilões do longa. Vale dar uma chance para conferir.

No dia 29, quinta-feira, o filme entrará em cartaz nos principais cinemas de todo o Brasil.





Read more →

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares - de Ransom Riggs

,




FICHA TÉCNICA
Título: O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares
Autor: Ransom Riggs
Editora: Leya
ISBN: 978-85-441-0284-8
Edição:
Número de páginas: 336
Ano: 2015







Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias que seu avô vivenciou na infância, sobre como ele se separou de sua família aos cinco anos de idade e fora morar em um orfanato no País de Gales. As histórias variavam, sua vida como artista de circo, vagens de navio, crianças que flutuavam, que davam vida aos mortos, que formavam bolas de fogo em suas mãos, com uma força sobre-humana, crianças invisíveis e sobre sua vida durante a guerra, mas Jacob ficava fascinado com cada uma delas. E todas tinham uma coisa em comum: os monstros que seu avô relatava que precisava fugir.

"Agarramo-nos a nossos contos de fadas até que o preço por acreditar neles se torna alto demais"

Jacob foi crescendo e as histórias de Abraham, seu avô, foram cada vez mais se tornando banais para ele e o medo crescia dentro dele de seu avô estava enlouquecendo, preso dentro de casa com medo de monstros que estavam o perseguindo e armários cheios de armas. E pouco a pouco Jacob parou de acreditar nas "fantasias" de seu avô.

Filho único de pais bem sucedidos e herdeiro de uma parte das empresas Smart AID, Jacob considerava sua vida normal e comum até que uma grande tragédia acontece, ele presencia a morte de Abraham. E Jacob o amava com todo o coração, mesmo todos considerando seu avô um louco e fora de si. O pior de tudo, Jake acredita ter visto um dos assassinos de Abe. Todos começaram a achar que Jacob estava perdendo a cabeça, que não tinha visto nada e foi tudo uma reação ao estresse causado pelo momento.

Convicto de querer colocar toda essa história a limpo e desvendar o misterioso passado secreto de seu avô, Jake encontra uma carta de alguém que seria do orfanato e decide ir até a ilha desvendar todo esse mistério e descobrir o que realmente aconteceu no passado. Mas quando chega a seu destino, ele encontra uma casa abandonada, em ruínas. Uma casa castigada pelo tempo, inabitável e horripilante. Em meio aos destroços da casa, ele encontra um álbum de fotografias velho, com fotos de várias crianças e de momentos delas brincando. E algumas que pareciam muito com as que seu avô o mostrara, de um rapaz coberto por abelhas, um outro carregando uma enorme pedra somente com uma mão, uma menina que flutuava, um rapaz quer parecia ser invisível, e várias outras. Mas para Jake não restava dúvidas, todas elas claramente foram modificadas.

Em meio a tantos mistérios, segredo e respostas a serem buscadas, Jake descobre que as fotos de seu avô são verdadeiras, que as história que lhe contava são reais e não apenas para mascarar as atrocidades que vivenciou na guerra e que o orfanato continua funcionando após tantos anos e do terrível acidente que ocorreu. Mas o tempo parou para eles, um mundo em que não há doenças e nem morte, um mundo que existe apenas o hoje, um mundo onde estão seguros. Mas seria tão sublime assim? E Jake encontrará tudo o que procura?

"Tem muitas coisas nesse lugar que ela não gostaria que você soubesse."

Eu achava que a história seria um terror que me daria medo de dormir ou de ler a noite, mas não foi isso que aconteceu. E não me decepcionou, eu gostei bastante da história criada pelo autor, uma história arrepiante e fantástica. Ransom soube trabalhar de forma excelente o universo que criou e não se perdeu em momento algum no decorrer do enredo. Soube conduzir majestosamente o e criou mundo fantástico que elaborou a partir de várias fotografias que ilustram todo o livro.

As fotos presentes no livro que ilustram toda a narrativa, pertencem a diversos colecionadores e são todas reais, nenhuma foi criada ou modificada para fazer parte da história. Fato esse que aumenta a imaginação de qualquer leitor. E uma arte feia com muita maestria pelo autor.

As peculiaridades de cada crianças foi bem pensada, apesar de que eu gostaria de que algumas fossem bem mais exploradas e os personagens foram muito bem construídos e são ricos, cada um com sua participação digna na trama. O terror da história, todo o mistério e segredos da narrativa estimulam toda a imaginação dos leitores.

O que eu mais achei interessante no livro foi a ligação de fatos imaginários com fotos reais e perturbadoras, os ambientes criados, sendo muitos enigmáticos e assustadores, além do cruzamento da história com a opressão sofrida pelos judeus e da guerra com a fantasia criada pelo autor presente em toda a narrativa. Além de toda manipulação do realismo das fotografias com a imaginação de Riggs.

A história, sem dúvidas, é uma criação muito bem elaborada, surpreendente e que o autor consegue prender a atenção de seu leitor sem cansar a mente e sem se perder no meio de tanto mistério no universo fantasioso que criou. A leitura flui e o final é ótimo, deixando um gancho direto para o próximo livro e que nos deixa com a pulga atrás da orelha e curiosos com o que vem a seguir na trama de Jacob e as crianças peculiares. Leitura mais que recomendada!

Avaliação:



Ah, e não se esqueçam, o livro ganhou uma adaptação cinematográfica dirigida pelo Tim Burton, confere o trailer:




Até a próxima,



Read more →

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Meus 15 anos de Luly Trigo

,
Oi gente! Como estão? Eu estou aproveitando bastante as férias, lendo bastante e colocando várias séries em dia. Ano passado eu li poucos livros, mas esse ano não quero que isso aconteça e estou lendo muito! O livro do post de hoje eu comprei na Bienal de Minas em 2014 e só consegui ler agora. E agora vocês conferem qual foi minha opinião sobre Meus 15 anos da Luiza Trigo!


Bia é a nerd da escola, sempre está com as melhores notas. O que pode ser um pouco ruim, porque seus colegas não chegam perto dos nerds. Mas ela não acredita que seu grande sonho está para se tornar realidade: sua super festa de 15 anos. Bia quer que seu dia de princesa seja perfeito! Está guardando todos os detalhes importantes para a hora da festa para não estragar nada!

Logo no dia de entregar os convites, já começa a chamar atenção dos amigos. Todos estão muito animados, menos Jéssica que é a menina mais metida do colégio. Ao que tudo indica a festa de Bia vai ser a melhor festa do ano, mas Jéssica não quer que esse titulo lhe seja roubado e vai fazer de tudo para estragar a noite da protagonista.

A noite de Bia iria ser inesquecível, seus melhores amigos Amanda e Bruno estariam presentes e sua paixão platônica, Thiago, também marcaria presença na festa de Bia e junto de suas amigas, ela iria fazer de tudo para que ele finalmente a notasse.


Amigos, sabe aquele livro que você mal sentou para ler e já está virando a ultima página? Meus 15 anos é esse livro. Uma leitura bem gostosinha, bem rápida e bem divertida. E o que torna o livro ainda mais divertido de ler é que cada capitulo é narrado por um dos personagens e a forma que a Luly escreveu cada um deles é genial, parece que estamos lendo um roteiro de um filme!

O livro todo é centrado só no acontecimento da festa, não tem nenhum tipo de enrolação ou coisa do tipo. Se você não faz parte do público alvo, assim como eu, não fique receoso em pegá-lo para ler, tenho certeza que ele vai te fazer relembrar todas as festa de 15 anos que você foi. E querer ir em uma também! hehe E fora que os detalhes dos livros, a capa e as ilustrações deixam a leitura ainda mais descontraída. A textura da capa é deliciosa de se pegar!

Se você está em dia bem tedioso e não sabe o que fazer, vai na livraria, compre o Meus !5 anos e leia! Você irá dar boas risadas e seu dia vai ficar bem mais divertido, te garanto isso! Ah! Não deixem de conhecer a Luly nas redes sociais, eu também a conheci na Bienal de Minas de 2014 e adorei conhecê-la, ela é muito divertida e bem fofa!


Nota:








                                                                                                            Abraços,

Read more →

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Naomi & Ely e A Lista do Não-Beijo de David Levithan e Rachel Cohn

,
 Oulá, pessoas! Tudo perfeito com vocês? As férias estão me fazendo bem, disso tenho mais do que certeza. Como a sensação de passar o dia deitado na cama, lendo um livro ótimo sem sem incomodado por ninguém, depois de muita correria e estresse do ano todo, não é mesmo? E não foi diferente com a obra do David e da Rachel, na verdade, foi exatamente o que aconteceu rs. Acompanham-me? 

 
 Naomi & Ely são amigos desde sempre. Desde sempre mesmo, pra ser honesto. São conhecido como um sendo a parte do outro, inseparáveis. Mas, como toda amizade clichê, Naomi é apaixonada por Ely, daquele tipo romântico mesmo. Porém, como nada nessa vida é bolha e sabão, Ely prefere... garotos. 

   Eles vivem no mesmo prédio, no mesmo andar, no mesmo corredor; são vizinhos de porta. Possuem meio que um santuário no alto da escada e criaram A Lista do Não-Beijo, uma compilação de caras que ambos são proibidos de beijar. Desde colegas de ensino médio ao novo porteiro do prédio, Gabriel, Naomi e Ely concordam que aqueles caras são completa e totalmente não-beijáveis. 

   Naomi namora Bruce, o Segundo (porque também tem Bruce, o Primeiro), e possui Robin como amiga e colega de classe, mas também conhece Robin, um menino que gosta da... Robin. Ela é tida como a linda e perfeita, detona corações Naomi. Já Ely é sua outra metade, digamos assim, mais vivida. E os dois andam perfeitamente bem com suas vidas juntos, até que se apaixonam pelo mesmo cara. 

   Combatendo problemas pessoais, vida acadêmica, o futuro e todos os dilemas de um recém-formado do ensino médio, Naomi e Ely vão acabar descobrindo que existe algo mais importante na vida do que uma briga sem cabimento, ainda mais por cima uma briga relacionada a um cara. 

   Sabe aquele livro que bate na sua porta, como quem não quer nada, mas não te deixa sair da cama quando o deixa entrar? Foi assim comigo. Entre uma pausa dos contos de Nárnia, resolvi pegar o livro antes de assistir ao filme, e quanto mais eu lia, parecia que não acabava (de um jeito ótimo, diga-se de passagem). A narrativa dos autores é inteiramente fluida, o leitor nem percebe que está virando páginas atrás de página até não ter mais uma para virar. 

   A linguagem de David e Rachel ajuda, e bastante, nesse quesito. Não é aquela narrativa maçante, demorada e cheia de rodeio. É direta, jovem, atual (podemos perceber pelos símbolos usados nas partes narradas por Naomi), e cativante. Os personagens... 

   Não gostei de Naomi. O fato dela cobrar, mesmo apenas para si, o amor de Ely o tempo todo e ficar brava internamente por ele beijar meninos, não caiu pra mim. Achei enjoativo e uma desculpa para criar um triângulo (?) amoroso entre os personagens. No filme, estrelado por Victoria Justice e Pierson Fodé, a personagem me irritou ainda mais. Mas, por outro lado, gostei de Ely. Ele é autêntico e seguro de si, e não é como Naomi. 

   O livro é narrado pelos diferente personagens da trama: Naomi, Ely, Gabriel (pra mim os capítulos mais chatos), Robin e Robin, Bruce, o Segundo... O que tornou mais dinâmico e natural a compreensão de como suas vidas são afetadas pela situação, além de podermos conhecê-los melhor. 

 

Passando para o filme agora... Achei a adaptação bastante fiel ao livro, me vi lendo novamente, dessa vez com as imagens. Mesmo com todas as mudanças que são necessárias em toda adaptação, o resultado foi satisfatório. Pelo fato de eu ter assistido assim que terminei minha leitura, pude notar alguns pontinhos diferentes, que normalmente notaria se pegasse o livro novamente, no caso de ter lido um tempo antes de assistir. 

   Alguns personagens passaram por mudanças do livro para a tela, como Bruce, o Segundo, que ficou uma mistura de Bruce e Robin-menino do livro. Acho que o personagens que mais sofreu alterações foi, de fato, Robin-menino; no livro ele é traficante de drogas e apaixonado por filmes, cargo que ficou para Bruce, o Segundo nas telas, ao contrário do livro em que é estudante de economia. 


    As ordens de alguns acontecimento também sofreram alteração, assim como diálogos e ocupações dos personagens. O que foi uma mudança sutil e agradável, não afetou em nada o caminhar da história. Muitas frases marcantes e essenciais do livro aparecem no decorrer do filme, o que aumentou mais a minha sensação de estar lendo o livro em movimento. 

    No geral, recomendo ambos, tanto filme como livro. São ótimos para quem curte o gênero e perfeitos também para descobrir o real significado de amizade e auto-descoberta. No fim, aguardo vocês no próximo post! Até. 





Nota: 3,8. 


Read more →

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Deixe a Neve Cair, de Maureen Johnson, John Green e Lauren Myracle

,
   Oulá!!!! Que saudade de vocês, quanto tempo! Aulas de faculdade são sempre ocupadoras de nosso tempo, final de semestre então! Nem se fala! Mas as férias finalmente chegaram e, com isso, posts, resenhas e tudo o mais que puder aqui no blog! E nesse Natal, não poderia faltar um livro temático! Embora seja um pouquinho "velho", nunca o li e, como ganhei de aniversário esse ano, resolvi guardar para esse final de ano e resenhar para vocês. Acompanham-me? 

   Um conjunto de três contos que se interligam, Deixe a Neve Cair me conquistou. Sério. meu conto favorito foi o Expresso Jubileu, da Maureen. Por motivos de: Jubileu melhor personagem. Sem brincadeiras, ela acabou de conseguir uma situação imprevisível justamente na véspera do Natal e tem de viajar o país até a Flórida em um trem cheio de líderes de torcida intragáveis e Jeb, um cara desesperado pra falar com a namorada. Mas sua sorte é tão boa, que, não basta ela estar sozinha em um trem frio, a pior nevasca em 50 anos tem de acontecer logo naquela viagem. 
   Jubileu é a personagem mais legal dentre os três contos. Impulsiva, impaciente e apaixonada, ela é capaz de sair do trem no meio da nevasca atrás de um lugar mais quente (é óbvio que eu faria o mesmo né gente, por favor), uma Waffle House. Lá ela tenta ligar para o namorado, com quem estava completando um ano de namoro. Odeio o modo como ela lida com ele, que a trata com o maior descaso com desculpas do tipo: "vou ver o vizinho, que é obviamente mais importante do que minha namorada presa em uma nevasca no meio do nada. Te ligo depois, amor." E é nesse ponto que Stuart, um garoto que Jubileu conhece na Waffle House se torna o segundo melhor personagem do livro. 
   Os dois se completam. Ambos estão (estava, no caso dele) em um relacionamento de mão única: eles são os únicos que amam na relação. É por isso que eles se deram certo e viraram o ship do conto. Adorei a escrita da Maureen, devo dizer que é a melhor de todo o livro. Não é aquela narrativa afobada, corrida e cansativa. Seus personagens são ótimos, a mãe de Stuart me arrancou altas risadas. 

   John Green nos apresenta à Tobin, JP e Duke, apelido de Angie, em seu O Milagre da Torcida de Natal. Um trio de amigos que, em véspera de Natal estão fazendo uma maratona dos filmes do 007. Os pais de Tobin, especial e principalmente a mãe dele, são extremamente preocupados melados e ficam ligando todo o momento para ter notícias do filho, uma vez que ficaram presos em uma cidade e não conseguiram arranjar um voo em tempo. 
   Logo eles recebem a ligação de Keun, que trabalha na Waffle House (a mesma do conto anterior) chamando-os para irem até com um Twister por causa das líderes de torcida do trem de Jubileu. 
  Claramente desinteressada, Duke não vê muita importância em sair no meio de uma nevasca até Waffle House por causa de líderes de torcida. Através de chantagem alimentícia, os meninos acabam conseguindo com que Duke concorde em ir. E a ida acaba se tornando uma corrida contra o tempo para conseguirem chegar antes dos amigos de outros caras que também trabalham na lanchonete. 
   Os personagens de John Green são um show a parte, me atrevo a dizer. Duke/Angie quer ser vista como garota pelos amigos, que a tratam como um igual com comentários em que a chamam de gay por achar Daniel Craig bonito. Mas o que os personagens enchem os olhos, a história deixa a desejar. Achei bem previsível, desde a primeira discussão entre Duke/Angie e Tobin acerca das líderes de torcida. Diferentemente do conto de Maureen, que eu ansiava pelo final, o do John já sabia o final nas primeiras páginas. Menos pontos, John. 
   
   Lauren Myracle ficou com a função de fechar o livro. E que personagem mais sem graça ela trouxe. Não consegui gostar de Addie, ou Adeline, nem por um segundo. Namorada de Jeb, a garota é extremamente egoísta dos fios do cabelo recém cortada e tingido de rosa até os dedos do pé. Sério. Ela, sem moral nenhuma, fica cobrando gestos do namorado para ele demonstrar o amor que sente por ele. Enquanto, em um aniversário de namoro, Addie dá um presente "digno" a ele, e Jeb acaba esquecendo, a garota pede pra ele dar um à ela. Mas, ao invés de gastar muito dinheiro, ele prefere gastar algumas moedas para ela ter um colar específico da máquina de uma conveniência. E ela reclama de não ter custado muito. 
   Addie fica comparada seu namoro com grandes romances de cinema, cobrando gestos grandiosos de Jeb. Egoísta, como podem ver. E, em uma festa, ela chega ao limite de ser egoísta com um toque de sem coração com o garoto. deveria ter ficado sozinha
   Suas amigas, Tegan e Dorrie, são as melhores. Enquanto a primeira fica com o lado cômico, a outra se encarrega de ser a âncora realista da protagonista, chegando a bater de frente com Addie. Nesse Natal, Tegan ganhou um mini porco das amigas que vai ser entregue em um pet shop e Addie precisa pegá-lo. Vou salvar a pele dela e dizer que, realmente, a sorte da garota não estava a favor dela naquele dia. 
   Com o clássico clichê de um personagem que tenta mudar sua personalidade durante a história,o conto de Lauren foi o que menos gostei. Apesar das risadas que dei com Tegan, achei a trama bem fraquinha, mesmo com o trocadilho que a autora dá com Gabriel. 
   Um final digno de novela, em que todos os personagens se encontram, eu gostei do livro em geral. O encontro de todos no Starbucks da cidade é bem engraçado, apesar dos furos em certos romances ioiô. Recomendado! 
3,5 nesse caso rs! 


Read more →

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor

,
Olá pessoal! Recebi da Novo Conceito uma degustação do livro que eles estão para lançar, o "Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor", e vim compartilhar com vocês as minhas primeiras impressões.



A história se passa em Londres e vai ser narrada alternadamente por dois personagens, Alice e Daniel. Ela está voltando para casa depois de ficar sabendo que seu pai está com câncer no pâncreas. Daniel é um mendigo que vive nas ruas da cidade. Os dois não possuem quase nada em comum, mas ambos possuem um sentimento forte: o amor. 

Em cada início de capítulo, temos uma lista feita por um dos personagens, sendo coisas felizes ou tristes. Cada um tem seus mistérios, desejos, emoções, dores e tenho a impressão que o restante do livro será bem emocionante e que os dois estão conectados de alguma forma. 

Pude perceber que a relação de Alice com suas irmãs, Tilly e Cee, não é uma das melhores. Notei que Alice se sente deslocada entre sua própria família. Daniel já está na casa dos sessenta anos, mas sempre está pensando na filha que nunca conheceu. 

O livro possui uma narrativa poética, o que me agradou bastante. Nas primeiras páginas conhecemos um pouco sobre Alice e sobre como é viver nas ruas com Daniel, espero que o ritmo da narrativa continue assim. A história pode parecer um pouco previsível e já tenho ideia do que vai acontecer, mas estou ansioso para saber o que está por vir e tenho a impressão que o livro nos fará refletir sobre o amor. Estou ansioso quanto a isso. 

Assim que ler o exemplar, postarei a resenha completa aqui, mas enquanto isso não aconte entrei no clima e fiz minha própria lista sobre as dez coisas que aprendi sobre o amor. Afinal, adoro romance (; 

DEZ COISAS QUE APRENDI SOBRE O AMOR:
1- O amor é mágico;
2- O verdadeiro amor existe; 
3 - Ele é um sentimento forte e intenso, basta acreditar; 
4- O frio na barriga que sentimos quando amamos, é delicioso;
5- O amor é incontrolável;
6- Quando encontrar sua metade da laranja, você saberá;
7- O amor conecta as pessoas de uma forma maravilhosa; 
8- Não podemos guardá-lo a sete chaves, distribua esse sentimento, o mundo precisa de mais amor; 
9- O amor deixa tudo mais colorido e vivido; 
10- Ame a si mesmo em primeiro lugar. 



                                                                                                                              Abraços,


Read more →

quinta-feira, 9 de julho de 2015

[RESENHA] O Irresistível Café de Cupcakes

,
Oi gente! Tudo bem com vocês? Hoje tem resenha saindo do forno! Já posso adiantar falando que romance é um dos meus gêneros literários favoritos, principalmente os do Nicholas Sparks mesmo sendo todos previsíveis e etc. haha Com uma narrativa simples e com um toque de romance, confira o que achei de "O Irresistível Café de Cupcakes"!


O Irresistível Café de Cupcakes é um livro de Mary Simses, publicado no Brasil pela Editora Paralela. Possui 288 páginas.

Ellen Brandford é uma advogada bem sucedida e sua carreira está bem estável. Para melhorar seu status está prestes a se casar com Hayden Croft, o homem que toda mulher quer ter ao seu lado, com uma carreira admirável e uma vida política invejável em acensão. Sua vida está praticamente perfeita.

Então algo inesperado ocorre, Sua avó, com que é muito apegada, acaba falecendo. Como um ultimo desejo, ela pede a Ellen que vá até Beacon entregar uma carta para um antigo amor da juventude. Uma semana depois a advogada viaja sozinha encontrar Chet Cummings para entregar a carta.

O que era para ser uma simples tarefa, acaba se tornando algo mais. Assim que chega na cidade, Ellen acaba sofrendo um acidente em um píer antigo quando as tabuas de madeira cedem, fazendo com que ela caia no mar. Mesmo sendo uma nadadora, ela se desespera e se afoga, mas Roy salva sua vida e ela, por impulso, o beija.

Encontrar Chet e entregar-lhe a carta de sua avó. Essa era sua promessa. Era para ser uma vagem curta, apenas isso. Mas ela acaba se prolongando e Ellen acaba se esbarrando com o carpinteiro que salvou sua vida cada vez mais. A viagem até Beacon era apenas para cumprir uma promessa, mas duvidas e mais dúvidas aparecem na cabeça da jovem e Roy terá um papel importante nessa "aventura". E a medida que Ellen fica na cidade, ela acaba descobrindo fatos sobre sua avó que ninguém sabia, o que faz ela se perguntar o porque de sua avó ter tantos mistérios.




Bom, eu me interessei nesse livro por alguns motivos: o primeiro é o titulo, que só por ter cupcakes me chamou a atenção, o segundo é a comparação com os livros do Nicholas Sparks (aka, meu escritor favorito) e o terceiro, a capa que é muito bonita. Sou fã de romance assumido e por ser do gênero, já queria muito ler e saber do que se tratava.

A história parece promissora, mas para mim, a autora não conseguiu desenvolvê-la direito. Nada de interessante acontece durante o livro inteiro. O final pode até ser previsível, mas nada me impediu de torcer para os personagens para eles ficarem juntos no final. Por falar nisso, achei que Simses fez um final bem corrido, tudo aconteceu muito rápido no desfecho.

Um fator positivo no livro é a narrativa que flui muito bem, em uma sentada você consegue acabar de ler. Uma coisa bem interessante é que o leitor consegue ver o amadurecimento de Ellen durante a leitura. Ela chega em Beacon como uma pessoa fútil, julgando tudo e todos pela aparência e durante sua estadia, ela vai mudando sua percepção das coisas e podemos perceber também que Roy foi um grande responsável por isso.

No inicio não gostei de Hayden, achei o personagem bem anti pático, mas no final ele fez uma coisa que acabou me fazendo ter um pouco de admiração por ele. O mesmo aconteceu com Roy. O enredo também possui um pouco de humor, principalmente na parte de Paula, a recepcionista do hotel que parece querer se intrometer na vida dos outros haha.

Eu até entendi que, pelo fato de que o romance ser o foco principal do livro, não ter tido um pouco mais de reviravoltas e afins, mas achei o livro bem morno, não acontecia nada de interessante além do fato de Ellen descobrir cada vez mais coisas do passado de sua avó.

Eu indico esse livro para você que gosta de algo mais light, que está procurando um livro para passar a hora ou até para ler em um domingo na companhia de um cupcake de bluebery! haha



Avaliação:






                                                                                                           Abraços,
Read more →

terça-feira, 2 de junho de 2015

[FILME] Terremoto: A Falha da San Andreas

,
Oi gente! Tudo bem com vocês? Eu não estou postando tanto quanto gostaria por aqui, mas aos poucos vou voltar. Hoje trago pra vocês a minha opinião do filme "Terremoto: A Falha de San Andreas" que estreou nos cinemas brasileiros semana passada.

Como todo filme em que o tema central seja alguma catástrofe natural, em "Terremoto" o clássico clichê americano não poderia faltar, mas é o que vende no mundo cinematográfico de hoje. E não é aquele tipo de clichê que faz você querer seu dinheiro de volta ou que faz com que você perca a vontade de terminar de conferir o blockbuster.

Ray é um piloto de resgate, morador de Los Angeles e está prestes a se divorciar de sua ex-mulher Emma. Os dois possuem uma filha, Blake. Pai e filha possuem uma boa relação, são bem próximos e muito amigos um do outro, no entanto, Ray e Emma não possuem uma relação tão boa assim.

Paralelamente à história da família de Ray, acompanhamos dois cientistas da Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), Lawrence e Kim na tentativa de desenvolver um programa que permite a previsão de terremotos. Ninguém os ouvia ou não acreditava o que tal equipamento poderia fazer, até o primeiro terremoto de alta magnitude acontecer e destruir a represa Hoover. Após esse evento acontecer, Lawrence esperava outros abalos sísmicos superiores a 9 na Escala Richter.

Para a infelicidade da população, esse foi só o primeiro abalo sísmico e o responsável a dar inicio a uma cadeia que atingiria a Falha de San Andreas. Los Angeles e San Francisco seriam os mais prejudicados e uma evacuação imediata é proposta por Lawrence.

Assim que ocorre a ruptura da represa em Nevada, Ray é chamado para se apresentar no serviço o que impossibilitou sua ida a um jogo de vôlei com Blake. Já no ar dentro do helicóptero, o piloto telefona para sua ex-mulher para se desculpar por um mal entendido quando um terremoto acontece, fazendo com que vários prédio desabem, inclusive o que Emma está. Ray vai tentar de tudo para salvar seus entes queridos, enquanto o cientista Lawrence tenta alertar o país sobre o que está acontecendo antes que a Costa Oeste fosse completamente destruída.



Primeiramente queria informar a vocês que não assisto a um filme com um olhar critico, procuro apenas me distrair e um pouco de entretenimento, portanto questões quanto jogo de câmera, trilha sonora e etc não serão avaliados nessa resenha, apenas a história e o que ela passa para seus espectadores. Pode ser que eu solte alguns pitacos, mas nada muito elaborado hahaha. Mas uma coisa eu posso afirmar, os efeitos especiais estão perfeitos, nada a reclamar nesse quesito.

Como disse ali em cima, o filme tem o toque do clichê americano presente em praticamente todos os filmes-catástrofes. Temos a família quase desunida e que volta a se aproximarem durante o longa, um personagem de mal caráter e egocêntrico que terá uma morte bonita de ser ver rsrs e o personagem que de cara você já sabe que não vai morrer e os que estão ligados a ele que escapam da morte o tempo todo.

O filme é de tirar o fôlego do inicio ao fim. As cenas de destruição estão impecáveis e você não consegue não torcer para que os personagens saem com vida. Em vários momentos me descabelei ou meu coração quase saia bela boca e a tensão fica em você o filme inteiro. Quando você acha que não vai mais aguentar, alguma cena de humor ou de romance é introduzida o que achei algo interessante, pois o filme não fica com um ar mais pesado e dá tempo para o expectador dar uma respirada haha.

Sei que o ator protagonista, Dwayne Johnson (ou The Rock) tem uma grande quantidade de fãs e antes de assistir a "Terremoto" não conseguia me simpatizar com ele, mas agora consigo vê-lo com outros olhos e com uma grande admiração por sua versatilidade na atuação. Já Alexandra Daddario não decepciona, sua atuação não deixa nada a desejar e consegue mostrar uma personagem forte e com um grande domínio nas cenas de ação.


Eu fui assistir ao filme com uma expectativa enorme e ele conseguiu ir além. Ele faz você vibrar junto com os personagens, consegue transmitir os sentimentos deles, você consegue perceber a realidade que o diretor quis passar diante dos acontecimentos, no filme temos muita ação, mas que estão vivendo situações reais e emocionais que, consequentemente transmitirá para o expectador. Além disso, o medo e a luta pela sobrevivência faz com que você se envolva mais na trama.

Não vou falar muito sobre os efeitos 3D porque eu me envolvi demais durante o filme que nem reparei nesse detalhe! hahaha Enfim, recomendo muito que todos assistam a esse grande filme que entrou para minha lista de filmes favoritos e que me deixou com vontade de vê-lo outras diversas vezes ahaha. Com cenas de tirar o fôlego, tenho certeza que você irão adorar! Assitam ao filme e confira o trailer logo abaixo:




Classificação:









                                                                                                                             Abraços,



Read more →

sábado, 16 de maio de 2015

[RESENHA] Enigma: Mundo Interdito

,
Oi gente! Tudo bem com vocês? Apesar de ter ficado um tempo longe do blog, estou de volta!! Todos merecem um pouco de férias, não é verdade? Então, hoje estou trazendo a resenha de um livro cheio de magia, amor, aventura e com uma bela mensagem para os leitores. Confira o que achei de "Enigma: Mundo Interdito".



Enigma: Mundo Interdito é um livro de Rita Pinheiro, publicado para Editora Baraúna. Possui 298 páginas e é o primeiro livro da trilogia "Enigma"

Johnny é um garoto de 18 anos que adora curtição. É o rei das festas em sua cidade. Em uma destas festas, durante um bate-papo com seus amigos, ele descobre que um deles ganhou uma viagem de uma semana para a Flórida com tudo pago em um programa de televisão, mas esse amigo não irá. Ele logo, vê uma oportunidade para realizar seu sonho de conhecer o mundo e negocia com o ganhador essa viagem.

Johnny é muito aventureiro e embarca para essa viagem sem pensar no amanhã e embarca para essa viagem. Mas, quando o avião está sobrevoando o Triângulo das Bermudas ele passa por um nevoeiro e começa a desaparecer, Johnny com muito medo e sem entender nada abre a porta do avião e pula.

Johnny acorda em uma praia com dois jovens o encarando, Heratom e Hera e logo descobre que está na Ilha do Diabo. Acontece que esses dois jovens são habitantes de um mundo, Enigma, que é completamente diferente do dele. Esse lugar ficava dentro do planeta Terra, mas eles ficam ocultos para conservar o resguardaram do nosso mundo.

Mas tem um grande problema, Johnny não lembra de absolutamente nada. Não lembra de onde veio, seu nome, de como foi parar ali. Nada. Mas de uma coisa ele tinha certeza, ele não pertencia àquele lugar e precisa voltar para casa, onde quer que ficasse. Agora ele terá que se adaptar nesse mundo desconhecido e cheio de mistérios.

Em Enigma não existem sentimentos de ódio, raiva e tantos outros maléficos, todos os seus habitantes coexistem de maneira respeitosa e são movidos pelo amor. Johnny terá que se lembrar quem ele é para assim, descobrir o que o amor realmente pode fazer. Em meio a todos os segredos e criaturas que existem nesse mundo, descobrimos que os anciões de Enigma possui um proposito para Johnny, mas ele terá que recuperar sua memória para isso.




Bom, o livro é narrado em terceira pessoa o que é bom para termos noção da história no ponto de vista de vários personagens. A história é bem interessante, bem criativa e inovadora, mas o que mais me incomodou foi que tudo acontece bem rapidamente, a autora não entra em detalhes e em algumas partes seria bem mais interessante um pouco mais de detalhe.  Os personagens não são tão desenvolvidos, o que também me incomodou um pouco.

O que mais me chamou atenção foi fato de que a autora coloca problemas reais que vivenciamos no nosso dia a dia de uma forma sutil, mas ao mesmo tempo nos toca tão profundamente que nos faz perceber como tratamos o nosso mundo. Alguns desses problemas são o desmatamento, a extinção em grande escala e os desaparecimentos que realmente acontecem no Triângulo das Bermudas.

A narrativa é super leve e avançamos na leitura facilmente. Mas, também percebi alguns deslizes da autora quanto a perda de memória do personagem principal, um exemplo disso é que ele fala sobre seu mundo muito bem ao chegar em Enigma, mas como ele perdeu sua memória e não lembrava de onde veio, ficou meio confuso.

O livro é repleto de aventura, magia, fantasia e, como a leitura flui super bem, queremos logo saber o que bem a seguir. Uma coisa que percebemos ao longo do enredo é o crescimento de Johnny, que é bem interessante. Uma leitura recomendada para você que gosta de fantasia com um toque do mundo real.  E para você que se interessou pela história, é só clicar aqui para conhecer a página no facebook.


Avaliação:












                                                                                                                               Abraços,


Read more →